25 de abril de 2010

As mudanças e evoluções

Uma das melhores coisas da vida, é que ela muda. Nem sempre muda quando queremos ou como desejamos, mas muda. E nós também acompanhamos essa mudança (ou na melhor das hipóteses, deveríamos).
Com o tempo começamos a perceber o que fizemos bem, assim como, o que poderíamos não ter feito. Após as experiências acabamos por nos transformar um pouco.

Não tenho medo do futuro, nunca tive, talvez porque tenha sido educada a nunca esperar nada dos outros, apenas de mim mesma.
Não sei porque tanto nos fascina a vida; se sempre nos domina.
É quando já não esperamos nada das pessoas, que elas morrem no nosso coração.



Vivi iludida durante tanto tempo, julgando que o amor era feito de grandes provas, emoções e conquistas. Até o será, certamente para os espíritos encharcados de paixão. Mas é preciso mais; momentos perdidos no tempo não enchem a nossa vida, apenas preenchem aquele vazio momentâneo. Ser feliz.. sim, ser realmente feliz, é sobretudo, viver sem ter medo dos próprios sentimentos.
E tal como a vida muda, também a realidade é evolutiva, e o que era verdade num determinado momento, hoje já não existe e nem tão pouco, é capaz de fazer sentido.

Parte de mim mudou. Agora mais ponderada, calma e sensata para com as emoções. Sem quaisquer pressas. Porque sei, que a vida não me trará os sonhos que construí, de forma imediata. Por vezes precisamos de esperar uma eternidade.

Há por aí uma frase que diz: " Enquanto não encontrares a pessoa certam diverte-te com a errada.",
confesso que esta expressão, me faz um pouco de confusão mental,
mas assumo que em algum momento da minha vida, já lhe conferi alguma vantagem. Não concordo que tenham sido pessoas erradas, mas, de alguma forma, usei corações para acalmar o meu, enquanto achei necessário.
Em alguns, dei de mim.De outros, apenas recebi. Mas qualquer um deles, acabou por partir.. e eu fui ficando!
Hoje, tenho a certeza, que aquilo que vivi ao lado de quem amei, se evaporou por entre os erros cometidos. Desististe e eu estou a aprender a fazê-lo. Aprenderei ainda, que nada que nos magoe, merece a nossa luta e esforço.
Serei mais fria, menos eu.
Tão habituada a dar sem receber, a perdoar sem limites,a tentar vezes sem conta.. (...)
Não devemos ficar, quando tudo nos indica que devemos seguir.. Eu, fiz um desvio nesta minha caminhada mas sei, que valeu a pena.
Vejo tudo de forma mais clara. Vejo-me de forma diferente e sinto os outros mais distantes do meu coração... com menos oportunidades para me atingir os sentimentos.
Só eu,
só eu posso acalmar esta dor e seguir em frente, sem olhar para trás...
*



24 de abril de 2010

Loucura

O amor é essencialmente loucura. E eu sei vive-lo na perfeição (ou viverei apenas a loucura).

Gosto desta imagem, e transmite-me parte daquilo que eu me permito ser (cega de amor?!).

Depois de tudo, só ficou uma certeza em mim, aquela, em que afirma que o amor verdadeiro não acaba, tal como já escrevi.



É loucura segurar-te na mão quando os teus passos escolhem caminhos errados; caminhos esses que te levam à desilusão e sofrimento.



Não é amor verdadeiro ouvir-te falar das mágoas que a tua "ilusão emocional" fez brotar na tua vida?
Podes contar comigo, digo-te eu com carinho, enquanto o meu coração se revolta contra mim.
Enquanto os meus sonhos voltam a cair no vazio e na irrealidade. Dei passos atrás... em vez de continuar a seguir o caminho que delineei.

Erro fatal ou loucura? Não sei responder.

Talvez seja mesmo amor a mais. Mas, pelo caminho, não posso deixar para trás quem sempre fez parte da minha vida.

E sim, podes contar com as minhas palavras meigas e sensatas, mesmo que ao ouvir-te, o meu Ser se desfaça em pedaços.
Conta-me o que te apetecer.

A ausência não cura, nem o tempo.. isso sim , é uma loucura, em que não devemos depositar a nossa confiança.
O que cura, é resolvermos as pontas inacabadas da nossa história.

E isto, não significa que voltes a ser da minha vida. Porque sei que não voltarás. Mas,
..sei que esta é a menina/mulher que conheço. Aquela que não vira as costas aos problemas e à vida, mesmo que tudo seja um abismo.

Sei que sou louca, mas juro, que serei sempre assim. :)

23 de abril de 2010

"Morrer de saudade"



Deixar de lutar por uma pessoa, não significa que deixamos de a amar... e sim, pela simples certeza que a perdemos.

Ainda estás em mim e toda esta dor me consome até ao último sorriso do meu coração.
Não espero mais por ti, mas a saudade faz-me querer-te novamente nos meus braços.




Ao fim desta lágrima, quero voltar à minha realidade. Saber, que não ficaste aqui.



O amor verdadeiro nunca morre. Estou certa disso. Pelo menos no meu coração.


Queria eu, ter a capacidade de retirar de mim, o que restou de ti. Era tudo o que eu queria.


Nunca ninguém me disse, que o fim era tão incapacitante. O sorriso não nos pertence, apenas fui eu que julguei, que podia arrancar sempre uma gargalhada, e deixar-me envolver pelo mais perfeito amor.



Vou emaranhar-me no mundo e morrer; deixar de ser eu, no momento em que o teu amor acabou.



Os dias não são nossos. Nada nos pertence, nem hoje nem aqui.


Infinita lágrima que me devora a alma e rasga o mais fundo que há em mim.


É preciso morrer... nunca vou chegar ao fim da estrada. Porque nada me espera, nada me alcança.





"Se eu morrer de saudade"


Se eu morrer de saudade
Todos vão saber
Pelas ruas da cidade
todos poderão ver
Os estilhaços da alma
Os restos do coração
Queimado, pobre coitado
Pelo fogo da paixão.
Se eu morrer de saudade
saberão que foi por ti
O povo suspeitará
Que o culpado és tu
Teu retrato estaria estampado em cada grão
Do que de mim restaria
Feito areia pelo chão
Fantasia, fantasia, sedução
Desde o dia em que segurei a tua mão
Se eu morrer de saudade
Nunca irei conhecer
O prazer da liberdade
O dia de te esquecer
Se eu morrer de saudade
Não poderei dizer
Que bom é morrer de saudade
E que saudade viver!


Direi aquilo que nesta altura, já não queria dizer: Ainda te amo, no mais finito de mim.

"Eis que surge A oportunidade!"


Aquilo que obtemos na vida, possui sempre um lado vantajoso,
não obstante,
terá sempre o lado que nos faz, querer recuar.
Lutar por algo que posteriormente conseguimos é a vantagem da nossa força e resistência. Mas mantermos essa força, é um desafio.
Cada pedaço infinito do nosso Ser, procura respostas às questões que de forma inconsciente, se depositam no nosso pensamento.
Adormeço. Hoje mais cansada. Terei mais noites assim; mas, saberei: Luto cada dia por um presente (quiça "futuro") melhor. Gosto de acreditar em recompensas.
Orgulho-me de mim e sei que os obstáculos irão continuar. Porque, é quando começamos a "corrida"... que os mesmos surgem. Conseguir atingir um objectivo, não é mais, que o iniciar de uma exigência, onde impera o esforço e persistencia.
Não tenho muito para dar. Mas, darei até ao meu último suspiro de coragem.

Desço pela rua, vagueio à procura da Sorte. Deixo um rasto de mim para o regresso. O mundo, esse, gira perto dos meus pés.
Sinto-me confusa; mas, mantenho-me em equilíbrio.

E tu,
és a sombra esquecida que me viu partir.
És um barco à deriva no mar, longe de encontrar a estabilidade do Porto seguro.
És um Ser que odeio, mas que um dia, gostei de amar.

Sou agora, a carta rasgada que nunca poderás ler.
Vou começar. De novo.

A estrada está aberta, mesmo à minha frente. Não vou correr; não quero cansar-me de forma instantânea ; porque não é urgente chegar, mas ir chegando. Tenho poucas forças, as mesmas que quero preservar, para quando a vida exigir mais de mim.

Hoje, a noite esconde o vento ardente a soprar-me o coração.
Não peço o MuNdO, porque não me caberia nas mãos. Nem tão pouco no coração.
Peço apenas o chão que me auxilia no desejado equilíbrio, que quero presente em mim.

Às vezes,
o que mata mais, é não ver;
Às vezes,
falha o chão e no salto não temos "lá" a rede.
Temos de aprender a abrir as mãos. Saber cair.

Aprender a viver o perigo, a ver a escuridão e além da escuridão. Rasgar o peito e morrer de paixão.
Superarmos as nossas expectativas, dia após dia, em cada e única batalha.

Há gente caída no chão, sem quem os abrace antes da solidão. Pudesse ser outra a forma do Mundo Inteiro - a paz.

Tantos medos, que nos calam por dentro. Cravados no peito, sem que ninguém os arranque.
Tantos olhares de espanto, perdidos na imensão deste imperfeito viver... e sem acção.

Eu, mantenho firmeza perante tanta indiferença . Não temo a escuridão.
Acordo,
Sei que vale a pena SER assim.
Mais que a escuridão. Além da escuridão. Além do óbvio e do mero olhar de espanto.

22 de abril de 2010

"Pouca Luz. Fiel Escuridão"


Sombras negras
habitam o melhor de mim,
Estradas desesperadas
com árvores que se isolam,
Não surgem as lágrimas
apenas a brisa da solidão.
Quebra em mim a dor
e o sofrimento de amor.
Peca por excesso, por entre
os caminhos perdidos.
Afastam-se por medo, teimosia
ou perdição?
Não quero a felicidade
quero o fim
que cura a ferida.

Estar só. Sem dor. Sem alegria.
Regar a realidade sem sonhos
Apalpar o caminho na pouca luz

Mas,

Ser eu. sem ilusões nem compaixão.
Sem ninguém.*

Vozes,

perdidas no meu coração ecoam como restos que deixaram em mim.
Ofuscam o esforço, que tento atingir. Ser mais que pedaços perdidos no chão.
Erro cruel, este, de nos apoiarmos em almas instáveis.
Quis lutar além daquilo que seria capaz. E cedo percebi, que por vezes, também devemos ficar à espera.
Alojei Lágrimas Frias, num coração já gelado.
E deixei, que fizessem dele... habitação sem senão.





21 de abril de 2010

Bruxas?!

Ora bem,
é uma daquelas coisas em que não se acredita, mas (no entanto) não se duvida da existência.

E estou certa, que nos últimos meses, há alguma (s) na minha vida.

Xoooo... Já chega!



Ficamos por aqui, ok? Já aprendi a lição.

:)






"Feitiço em mim"

O som trémulo de tambores
Encantando… despertando,
Suor, sensações e tremores
Me incendiando e viciando
Vento despertando o ardor
Neste corpo pleno e liberto,
Na febre que arde e devora,
Ritmo deslizante e frenético
Mar que devora e abandona
Em cada onda que me toca,
No escuro feitiço dum olhar,
No segredo ainda por gozar
Mãos trémulas e inquietas,
Nesta fome que não dorme,
Carícias de gozo e ousadia
Se procurando e devorando
Sensação que jamais sacia e
Que rasga os nossos pulsos,
Vertendo o sangue da poesia
No desejo disperso e vivido
Feitiços, paixões e encantos,
No olhar do amor que se perde
No roçar de teu corpo no meu,
E na febre que em mim ferve...
Feitiço que vive em mim!


20 de abril de 2010

Fall into the abyss

O meu corpo em mágoa desfalece.
Com sangue escrevo palavras,
Que explicam algumas lágrimas,
Desta noite que não adormece!
Mais uma noite,
lenta, como se o fim me observasse,
a penumbra seca e cortante,
adormece no meu peito,
entorpecendo o pensar mais elementar...
Palavras trémulas, gestos temerosos,
manchas nebulosas vagueiam...
Vultos, gritos, desilusões,
o carrocel do medo instala-se...
..em mim.









Hoje não tenho forças para morrer,
Nem hoje nem amanhã, nem depois…
Aguardarei em silêncio a dor final,
temendo o sofrimento…
Serei apenas mais uma entre todos,
implorando em agonia…
Estarei absolutamente só,
enfrentando algo único…
Confuso, o tempo enrola-se
na garganta, sufoca-me
sem misericórdia
Esqueço-me das pessoas que esperava,


Não sou capaz de adormecer
nem naufragar…
Ninguém ensopará estas lágrimas,
naquele que será o último pranto…
Recordo-me quem fui
no sonho do que poderias ter sido…
Talvez esboce um grito,
talvez pronuncie a palavra Amor,
talvez ainda tenha fôlego
Sei e sinto a derradeira solidão,
uma tristeza sem contornos…
Falta apenas a etapa final,
o trespassar lento da morte,
daquela morte…


* Acabou a esperança em mim. Sou apenas eu. Meu silêncio. E novamente Eu. Não quero mais falsos sorrisos e esperanças. Quero a realidade que me fere e faz chorar. *

Cheguei ao fim das palavras,
sem articular um som...
Dentro de mim, tudo é silêncio,
um silêncio sem rosto...


Hoje, quero ir!

Sim, amei!
Mas agora,

preciso de esquecer, quem se esqueceu de mim.
Por amor, eu fiz loucuras e tive fé de paixão; chorei, sofri e iludi o meu coração e, mesmo assim errei novamente.
Por amor,eu dou (e sempre darei) mais chances. Não vou mudar o meu jeito de amar, mesmo que eu sofra, vou-me entregar.
Talvez um dia quem sabe, possa haver esperança.

Sabes? És passado no meu coração, mas não nego, o quanto marcaste a minha vida (todos estes anos). Independentemente da dor e da mágoa que me ensinas-te a sentir.

Hoje não vou ficar. Hoje quero ir.. encontrar um novo olhar.
Hoje, parei e pensei outra vez, não espero mais por ti. Eu já mudei, mais do que eu sei.
Eu já fui, já andei. Não esperes por mim. Tudo o que eu queria, um tempo para mim, sabes bem que é inútil mudar e o tempo faz parte de mim.

Já sentia solidão quando partilhava contigo o meu Ser.
A minha solidão tinha contornos diferentes daqueles que tem hoje.
Agora. Aqui.
Era mais profunda e dolorosa. Porquê?
Porque era, aquela solidão que habita um coração quando a alma acredita que já encontrou a gémea.. mas,
no entanto,
a vida
as circunstâncias
o destino
ou a falta de vontade por parte do outro

NÃO permitiram que a verdadeira união se realiza-se.

Essa, era a solidão que eu vivia a teu lado.
Mas, não,
não nego,
o quanto foste para mim, porque te amei sem restrições nem limites, aceitando-te todos os teus defeitos, perdoando os teus reveses mais vezes do que seria recomendável, encolhendo os ombros perante as tuas crises existenciais, as dúvidas e hesitações.
Esperei, sempre, que um dia deixasses de ter medo de ser feliz e arriscasses uma mudança na tua vida.
É preciso encontrar espaço para o amor na nossa vida. (E tu nunca o tiveste pois não?)
É preciso dar-lhe tempo. Respeita-lo e torná-lo (sempre) exclusivo num coração.

É preciso ser humilde e corajoso, não ter medo de investir, arriscar e lutar. MESMO sem nunca se saber o que o futuro nos reserva.


Sim, amei.
Há tempos atrás.
Não amei a pessoa que és, amei parte de ti.
Amei apenas a parte que me deste a conhecer.

Agora que te conheço "na totalidade", quero ir.. não quero ficar.



Não és mais a minha alma gémea. Apenas a imperfeição da mesma.
**





18 de abril de 2010

Gente Perdida

É...




"As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais"




"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.







(re) Começar

Não seria sensato pensar, que não devemos perder o melhor que existe em nós, só porque uma ou outra pessoa não o souberam valorizar?
Que importa que na nossa vida se cruzem pessoas sem valores e sem carácter? Isso devia influenciar-nos tanto, ao ponto de querermos desistir das pessoas que poderão vir a ser importantes?
Devemos parar e recusar qualquer aproximação, só porque as anteriores resultaram mal?

As oportunidades são de facto raras, e quando surgem, temos a tendência a sobrevaloriza-las, por isso que raramente acertamos. Temos demasiada necessidade em "ter", em "conseguir" e esquecemo-nos tantas vezes de "Ser".



Sinto-me perdida, porque não esperava este "desfecho" nas histórias que escrevi na minha vida.

Sinto-me uma má escritora que recua nas suas palavras, não porque quer, mas porque é obrigada a (re) escrever novamente cada página, como se estivesse sempre a iniciar o mesmo livro.

Como custa rasgar as páginas já escritas.. e dar nova oportunidade para que surjam novas palavras, novos contornos, novos sentimentos.


As histórias anteriores continuam no meu pensamento. Repetem-se em mim tantas vezes, como eu não desejaria.
Se não for capaz, de eu mesma escrever uma nova história, terei de comprar um livro. Porque não tenho de ser só eu a suportar o recomeço pois não? Posso guiar-me pelas palavras de alguém.

Sabes o que mais me atormenta os sentidos da alma? O silêncio, a distância por nós construída e a Indiferença que habita os corações que se querem proteger. Porque temos temos medo de abraçar os outros e torna-los parte de nós mesmos?

Porque nos escondemos por detrás da nossa arrogância e fingimos que está tudo bem?
Mudamos a nossa forma de viver, só para nos afastarmos das pessoas que amamos, e acabamos por aceitar que é o melhor para nós.

Hoje, sinto que me afastei das pessoas que amei, porque sabia que só assim, recuperaria a minha sanidade mental e bem-estar psicológico. Porque o amor deixa de O ser, quando nos ataca o coração. Para sobreviver temos de ser egoístas; e isto pode parecer cruel de se afirmar, mas todos sabemos a validade desta afirmação.

O egoísmo muitas das vezes pode proteger-nos.
Conseguimos sobreviver, se soubermos o limite entre o dar e o receber.



"As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
William Shakespeare

"Assim que nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos."

William Shakespeare

*Muitos do entraves ao nosso bem-estar/felicidade são as ligações que mantemos ao passado. Não conseguimos desprender-nos nem dos bons momentos nem dos maus e assim se hipoteca o presente e o futuro.
O passado pode servir como fio condutor mas não pode funcionar como elemento bloqueador.

O que vai recordar amanhã se o hoje for apenas preenchido com memórias antigas?!

17 de abril de 2010

:) Mr. Bean

You could be...

You could be my unintended choice
To live my life extended
You could be the one i'll always love

You could be the one who listens to my deepest inquisitions
You could be the one i'll always love



Unintended - Muse


Nova luz...?







(Serei a Julieta esperada pelo corajoso Dartacão?)

16 de abril de 2010

Ah ah ah :)


Aprender que..

Nova História. Fim de um livro.

















Faz parte ser e estar um pouco perdida...

Faz parte começar outra vez. Sentir o mundo na ponta dos pés, ir atrás dos sentidos...

No meu quarto há uma janela para o mundo, levanto asas ou fico perdida em pedaços no chão da minha alma.

Estou a guardar, sim a tentar guardar os pedaços do mundo que quebrou dentro de mim.

Desde que a vida nos agarre sabemos que o importante é Sentir.Somos imortais se amamos e se o caminho for cheio de luz nos lugares ausentes.

Talvez a vida nos dê algo em troca, por aquilo que nos roubou. Talvez.

Se a minha vida não é, por onde vais... fica apenas o meu querer transformado numa lágrima fria.

Apenas uma. Nenhuma mais. Porque apenas mereces aquela que caiu sem que eu pudesse evitar. Agora estou no "controlo". E vejo, sinto e percebo a inutilidade de todo este sofrimento.


Era uma vez um pensamento meu! Um tempo de inventar, em que caí do meu sonho (como se fosse uma queda do cavalo encantado). Sem saber porquê, fui atrás. Era talvez um tempo, já passou. No teu olhar fica sempre um pouco do que sou.Fica para sempre o tempo de te amar.

Hoje sei, o que eras para mim; Mas não preciso de ti, agora que já não estás aqui.

Já chorei, mas não te perdoei e não te levo no meu coração. És a alma perdida no caminho daquilo que me fizeste ser. Agora eu sei, este livro teve um fim; foi apenas o capitulo que necessitava de terminar (mais um); mais, que isso! Vou começar uma nova História.

As promessas sem fim e os sentimentos que disseste ter, cairam no vazio. Depois de tudo, abro uma excepção por ti... já tinha tão pouco para dar e, levaste o pouco que restou de mim!

Não serás mais que um reflexo no espelho, que nunca vi. Espelho que hoje parto. E penso: agora sim!


Quando for tarde demais, abraçado a mim vais querer procurar o porto seguro e, descobrirás por ti mesmo, a verdade mais dura: foste tu quem decidiu pelos dois.

O tempo na minha viagem ainda não terminou. Tudo em mim, mal começou.

Porque eu já não vou estar quando acordares do teu mundo! Porque.. eu não vou ficar, nem que seja por um segundo, para teres aquilo que eu nunca fui capaz de te dizer.

A vida ainda não me deixou.

Ainda conheço a dor que ficou pela tua indiferença ( e quiça falta de sinceridade), mas já não quero estar aqui, quando quiseres voltar a ver e sentir tudo em mim.

Guarda para ti as lembranças; eu guardarei as marcas que deixaste em mim. Sorri pelo pouco que aconteceu. A vida é mesmo assim.

Começamos a escrever o nosso livro, capitulo (este) inadequado e agora inacabado. Não vale a pena desperdiçar o futuro... a reviver o que já é passado!


Há uma cor cinzenta que cobre o céu e na minha vida também. Saio à rua e nada mudou, está tudo no lugar comum. No meio da multidão há uma voz a gritar - a minha solidão - que me toca a mão.

Todos passam por ela, sem a ouvir. É tão fácil de ignorar.

Recordo-te, com o sorriso que me cativou. E é assim que te quero guardar em mim.
Se não fosse pela força que o teu sorriso desencadeou em mim, hoje, continuaria a ser uma alma perdida e ferida em ilusões e (des) amor.
Cresci.
Obrigado Mítico e Lendário sorriso teu.
Estava doente de amor e sei, foste um (re) nascer.
Efémero, é certo. Mas curei o mal em mim.
(Terá sido, este, um sentimento jamais correspondido?)
*** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** ***


Uma vez ausente, escrevi:


Em 14 Abril,


"Faz o que achares correcto, independentemente do que os outros possam pensar!"

Sempre achei que desta vez estava a fazer o correcto. Mas importa continuar a pensar nos erros? Se ao menos pudesse fazer algo novo que te trouxesse de volta.

Mas desta vez devo dizer: "Desisti!"? Não. Não sou capaz. Porque no preciso momento em que o disser, haverá alguém que perante a mesma situação, dirá: "Boa, que grande oportunidade!".

Mas esta oportunidade seria minha não? Ou devo simplesmente desistir? Que Dilema.

Não nos devemos esquecer dos três RRR:

Respeito por nós mesmos;

Respeito pelos outros e,

Responsabilidade por todos os nossos actos.


Até onde sou capaz de perceber, falhei no 2º R.

Respeito por ti. Pelo teu espaço. Pelas tuas tempestades. Mas, não vou falhar nos outros RR.

Até porque, já assumi a responsabilidade pelas minhas acções.

Não devemos permitir que um pequeno desentendimento fira uma amizade, pois não?

"A vida dar-te-á de vez em quando momentos mágicos. Saboreia-os!"

Agradeço os poucos que tive oportunidade de viver a teu lado.

Tenho saudades do teu sorriso, do teu abraço e do bem-estar que me transmites.

Não podemos descansar na busca da felicidade, porque só a obtemos agindo.

O facto de, quando tivermos de subir a uma montanha, ficarmos à espera, não a irá tornar mais pequena. Eu subo logo as minhas montanhas. Eu não sei esperar.

As grandes paixões e os grandes feitos envolvem grandes riscos, sabias?

Sabes o que me diz o meu coração? Vou partilhar.

"Conquista-o. Irá fazer-te feliz"


Devemos seguir o coração?

13 de abril de 2010


Uns dias..
Sem mim..
Em mim
Para mim.
Mas,
Voltarei.

O que fica por dizer..


Gostava de voltar atrás.. algum tempo.. não muito. Há coisas que não faria diferente...
não, não faria! Não são raras as vezes que queremos que o tempo volte
atrás para mudarmos comportamentos e acontecimentos.

Eu, queria voltar atrás, para viver novamente tudo aquilo que senti.

Sei, melhor do que queria, que o tempo não volta atrás. Nem para remediar, nem para reviver.

Mas sei ainda que, senti a ternura do teu abraço, o calor das tuas mãos e o prazer do teu beijo. Agora sei que foi "ilusão"; mas enquanto não me apercebi disso, foram os melhores momentos que poderia ter vivido.

Gostava de estar com um sorriso. Não estou.

Gostava de dizer: não vou chorar por ter perdido. Mas não posso.

Sinceramente, reflicto.. pondero.. e digo: temos de sofrer em cada etapa da nossa vida; e esta é apenas mais uma etapa.

É cedo para saber o que me trouxe tudo isto..

Neste momento apenas sei, que (apesar de efémero), trouxeste até mim uma calma e serenidade impensável À minha dor.

O teu sorriso, era suficiente para combater a minha mágoa. E como foi bom ter-te na minha vida, dessa forma.

Não espero que leias esta carta, até porque,

é uma carta fantasma, que ninguém irá compreender. Apenas eu.

Não vou dizer que te perdi, mas digo, que perdi parte de mim e o meu Porto de Abrigo.

Porto de Abrigo esse, que se deixou levar pela tempestade da vida e dos antigos amores.

Também tu és um marinheiro perdido em alto mar. E dois marinheiros em alto mar, jamais se podem ajudar, não concordas? Mais difícil fica, quando as tempestades não dão tréguas.

Coloquei-te num lugar especial do meu coração quando o meu olhar, compreendeu os segredos que a tua alma esconde.

Esse sorriso que embala qualquer nota musical, é na verdade um sorriso de ocasião. Porque o teu sorriso, esse, só se revela na tua solidão. E para ti mesmo. Quando tudo pára e te sentes apenas em ti, sabes que não precisas de o usar. Que ali, estás apenas tu e a tua sinceridade reflectida no sorriso triste. O real. Aquele que abala o teu coração.

E pode alguém que surge de repente na nossa vida, mudar esse sorriso? Talvez.

Aliás, eu acredito que sim, Mas não eu, pois não?


Eu, também tenho o meu sorriso oculto, a minha máscara, como, já referi.

Se meu coração tivesse vontade própria, estaria com certeza, agora a teu lado. A tentar convencer-te da forma mais idiota possível, que podíamos ser felizes juntos, só tínhamos de tentar.

Felizmente, o meu coração manda pouco (cada vez menos). magoa-me, faz-me chorar. Mas cada vez mais, o conservo dentro do peito.


Fechado para reparação. É isto que diz na entrada do meu coração.

Caso o queiras visitar, fá-lo agora. Não prometo que o encontres nas melhores condições, porque está seriamente a precisar de arranjo.

Mas, o pouco que restou, irá com certeza, receber-te com ternura.


Sabes..

Não escrevo para ti, escrevo por ti, mas para mim. Tentativa de curar o que resta em mim.

Ver-te abala a minha alma. Como mexes comigo.

Trocaria dias da minha vida, por umas horas a teu lado. E não digo isto por paixão, por necessidade ou impulso. É um coração desmoronado que o faz, mas.. fá-lo com amor.

Há várias formas de amor, sabias?

E eu sei que te amei no cantinho da ternura e do sonho.

Sabes aqueles sonhos que projectamos para nós e mais alguém?

Pois Inconsequente pensamento o meu, projectou-me contigo num futuro próximo.

Sabes...

o pior da nossa vida, não é não sermos capazes de nos dar a quem surge, mas sim, a dificuldade em retirar de quem parte! E sei o que digo, pois tal como sabes, já vivi essa incapacidade. Mas hoje, sei que sou livre. Livre de culpa, de manipulações, de sentimentos tão duvidosos como a pessoa que nos "tem nas mãos".

O teu coração é como uma caixinha. E neste momento ainda não te pertence. Enquanto não te libertares, não terás acesso a ti mesmo, não serás dono dos teus sentimentos e decisões.

Passei uma noite sem dormir, a teu lado. Melhor, deitada no teu peito. Provavelmente sabia que aquela seria a ultima noite. E foi.

Mas, sei que te senti, tanto quanto pude. E essa foi a 1ª noite que não dormi, por ti.

Houve outra, em que me senti incapaz de fechar os olhos.. e acreditar que tinhas partido.

Duas noites entre si tão idênticas, mas com propósitos tão diferentes.

As palavras não são suficientes para exprimir o misto de sentimentos em mim.

Neste momento (em que escrevi esta carta em papel), estou a cometer um erro. Mas queres saber? Os erros existem para que os possamos cometer. Que desinteressantes seriamos sem que cometessemos erros.

E,

é neste momento, em que te olho,

que as lágrimas caem. Tudo passou. Mais que passar... deixou de existir em ti.

Quero apenas fechar-me em mim, e por uns longos dias não estarei para nada nem ninguém.

Quando voltar,

apenas peço, que o "tijolo" tenha o seu devido efeito. E tu sabes ao que me refiro.

Ainda acredito que tu regresses ao teu passado. Porque ainda é lá, que residem/permanecem os teus sonhos.


Por vezes, faltam-me as palavras. E é nessas alturas que me perco em pensamentos. Magoa-me. São sempre pensamentos que me exploram, até cair uma lágrima.. e outra.. e outra. Nunca é apenas uma.

Podemos perder várias pessoas que gostamos, ao longo da vida. E podemos perder num curto espaço de tempo, pessoas que fizeram parte de uma vida e pessoas que se poderiam tornar a nossa vida.

De certa forma, é ingrato. Muito.


Perguntas-te-me várias vezes: "o que estas a sentir agora?"

Se, fosse hoje responderia:" sinto-me grata por estares aqui. E deixa-me aproveitar. Sei que tudo isto se extinguirá".


És especial. E sempre serás. Porque aquilo que o meu coração a ti atribuiu, jamais será retirado.


Mas, diz-me, não te sentes perdido?


Posso observar-te. Apenas hoje, Amanhã não estarei mais aqui. Mas fiquei sem palavras. Sei que não terei oportunidade de te falar brevemente. Isso aperta-me o coração.


Aqui, entre nós, gosto de ler o que escreves. Sentir as tuas palavras e através de cada uma tentar entender-te. Não é fácil, sabias?És complexo.. melhor: transmites-te de forma bastante elaborada e complexa.


Digo-te isto,


ao tentar ter-te, tornei-me numa pessoa que não sou ( possessiva e que te pressionou). E isso é tão errado... posso vê-lo agora. Como o sinto, agora.


No teu lugar e com os momentos que tens vivido, também não gostaria de alguém "como eu" na minha vida.


Não posso dar nenhum passo atrás. A palavra proferida jamais poderá ser retirada não é? Quero sim, dar passos em frente.


Chama-me sonhadora (ou estúpida, sim estúpida - o que melhor se aplicar ao desfecho desta história), mas algo me faz acreditar que ainda há espaço para mim no teu coração e na tua vida. Não hoje, nem amanhã... provavelmente, nem no próximo mês. Mas, um dia.


Quero-o. Eu sei que quero.


Haverá força maior que o querer que vem da alma?


Neste momento, és um anjo caído, com as asas desaparecidas, não é? Mas assim, que as recuperares (as asas brancas) e te sentires capaz de voar, vais voltar e convidar-me para te acompanhar.


Porque quando estás no chão, és um anjo solitário, não és?


Diz-me, porque vives tão perdido no teu labirinto que és como um náufrago ( e não um marinheiro) que prefere recusar todas as bóias que lhe são lançadas?


Ou.. talvez julgues que, se te agarrares a uma delas, irás mais depressa ao fundo.



Eu, nunca tive medo da luz, nem tão pouco me assustei com a sombra que a minha escuridão reflecte. Mas aprendi a ver nas trevas dos outros a grandeza da minha própria escuridão. E demorei a entender que , há coisas que nunca se agarram e o amor é uma delas.


Vamos sempre a tempo desde que saibamos aceitar e aprender. I


Isto sou eu, no que tenho de pior: teimosa e obtusa para admitir os factos mais evidentes, sempre que tal não sirva o meu plano previamente traçado. Mas desta vez, não havia plano. O que aconteceu para ser assim? Terá sido assim tão intenso o medo de te perder...


As palavras constituem uma arma quase perfeita para arrumar os sentimentos, sobretudo aqueles que sabemos não conseguir esquecer.


Não somos perfeitos nunca. Apenas conseguimos por instantes tocar a perfeição.


Mais, dá muito mais trabalho lutar por uma felicidade possível do que escolher os caminhos da resignação. Vivi demasiado tempo a sonhar com o impossível e, pior que isso, teimando que as minhas quimeras se poderiam tornar realidade. Essa insatisfação impotente tornou-me ansiosa, irritável, possessiva. Por isso, como uma vez me disseste de forma subtil, mas marcada " estou entre a espada e a parede". Agora compreendo. Eu sei que é tarde.


Mas, a humildade serve também para reconhecer que, por vezes, perdemos o que mais valorizamos.


Pois, ironia esta.. que nos diz, que uma das grandes lições ao longo da existência é estarmos condenados a aprender coisas que já sabemos, à partida. E eu sabia que não queria fazer desta forma. Mas isso não me impediu de agir errado, pois não?


Caí.


Mas vou recuperar. E voltarei, por ti e para ti.


Anjo caído. Iremos voar novamente. Eu sinto.

11 de abril de 2010

Solidão? Afasta-te...


“Que minha solidão me sirva de companhia,

que eu tenha a coragem de me enfrentar,

que eu saiba ficar com o nada e,

mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo”

Ponte ..


Esta imagem é simplesmente o retrato da minha vida, neste momento (e não só).
Contrui uma ponte, mas que sofre diariamente tempestades.
Mantem-se firme.
Ate quando, não sei.

10 de abril de 2010

Mais do mesmo... mas com Humor :)











Para aumentar a imagem, basta clicar em cima delas :)






























E esta Hem?




"Das grandes traições iniciam-se as grandes renovações."



"A traição nunca triunfa. Qual o motivo? / Porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição."
J. Harington




Ser ou não Ser. Eis a questão!



Impulsiva

Cautelosa

Desconfiada

Egoista

Emotiva

Sentimental

Orgulhosa

Inteligente

Teimosa

Dependente

Apaixonada

Romantica

Meiga

Sonhadora

Altruista

Divertida

Simpatica

Disponivel

Sarcástica

Irónica

Amiga

Sincera

Optimista

Amante da liberdade

Pragmática

Aventureira

Impaciente

Sensivel

Talentosa

Resiliente

Corajosa

Lutadora

Preguiçosa

Reservada

Preocupada

Rebelde

9 de abril de 2010

Porque Gosto...
















Sorte,




.... é,
quando a PREPARAÇÃO encontra a OPORTUNIDADE.




*Desejem-me sorte para esta possivel oportunidade*

É sensato, com certeza!


"Não há tristeza que dure para sempre, nem felicidade que nunca se acabe"


Não sei quem disse...

Mas tem o seu grau de sensatez.
(Gosto da imagem)



Não tenho ambições nem desejos.

ser poeta não é uma ambição minha.

É a minha maneira de estar sózinho.


...Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz

E corre um silêncio pela erva fora....

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

... A mim ensinou-me tudo.Ensinou-me a olhar para as coisas.

Aponta-me todas as coisas que há nas flores.


Mostra-me como as pedras são engraçadas

Quando a gente as tem na mão


E olha devagar para elas.

8 de abril de 2010

"Mascara minha, há alguem mais feliz do que eu?"

Uso-a e abuso!



Não devia pois não?

Quando a deixar cair.. ninguem me reconhecerá.

E mais não digo.



6 de abril de 2010

"Dizer que... já não magoa!"



Está a ser incrivalmente (estupidamente) dificil ultrapassar tudo isto.

Passei a noite passada a limpar as lagrimas que invadiam o meu coração e molhavam o meu Ser.

Há momentos em que me sinto tão confiante,

não obstante, há outros em que me sinto sem qualquer força ou razão de Ser. Finita força esta que me reforça.


Não me dói a tua ausência. Não. Não dói.

O que me tortura a alma e o íntimo de mim, é a solidão com quem tenho de enfrentar esta dor incansávelmente absurda.


Poderia optar pelo caminho mais leviano, como aliás, tu fizeste, e muito bem (mas algo em mim me impede de tal delirio mecânico e inafundado).


Gosto de partilhar as alegrias com as pessoas que estimo, mas seria de esperar que agradecesse quando estas, me estendessem o braço quando estou na "queda"... (se estendessem).


Inconsciente Mundo que nos foi emprestado por uns anos (90, talvez, ou menos, muito menos). Sempre tão disponivel para receber e tão pouco prestável para oferecer.


Eu gosto de pensar (alivia-me a alma), que faço ambas as coisas na proporção "correcta". Mas, fere-me descobrir que darei sempre mais, do que aquilo que alguma vez irei receber.


Sei que te afastas-te de mim porque é o melhor. Pela primeira vez, te vi a tomar uma atitude consciente e correcta e menos egoista.


Mas porque demoraste tanto tempo a perceber que era isto que eu precisava.. Porque não te afastas-te enquanto o meu coração tinha condições para sobreviver?



Não são raras as vezes que sinto o Mundo a fugir-me. E custa. Porque sei também que são raras as vezes que o quero recuperar.
Só queria um abraço que me amparasse nesta dor.
Não teu. Nem teu... nem teu... nenhum daqueles que tive alguma vez hipótese de experimentar...!
Este abraço que peço, é à vida. Para que não seja vencida pelo cansaço que me entorpece os sonhos e me faz cair na minha cama, como se o Mundo lá fora não fosse para mim.
Sinto-me à parte, olho o Mundo e a Vida, como se já não fizesse parte deles.
Haverá maior vazio que este? O de não pertencer a lugar nenhum?