14 de junho de 2011

Certo Dia..

Um dia, perguntaram-me, como podia esquecer um amor. Como podia deixar de lutar depois de tantas montanhas e obstáculos percorridos. Depois de tantos pensamentos e actos de perdão.
Depois de tantos momentos a escalar a realidade para chegarmos aos sonhos.
(...)
E eu, nesse mesmo momento,
deixei cair uma lágrima - pesada - mas carregada de sabedoria e,
perguntei a mim mesma: como alguém é capaz de ultrajar o amor?

Desta forma - subtil - consegui responder a essa pessoa.

Sim.. o amor - não merece - dor, lágrimas e imperfeição.
O amor é mestria, poesia e sinceridade. É um mundo redondo que não permite quedas. Sem paredes e barreiras que nos levam a lado nenhum.
O amor é paciência e sapiência. Um ninho onde estaremos sempre a salvo.
O amor não é a felicidade, é apenas o ponto de partida para a apreciarmos.
Amor é solidão e companhia. É ser pequeno quando o coração pede.. e ser grande quando a realidade nos coloca à prova.
(...)

Hoje sei, que um amor nunca se esquece.
O amor é parte de nós - sempre e em qualquer momento - desde que um dia, tenha sido sentido por duas almas.
Mas...toda a poesia envolta nele.. corre agora pelas minhas veias como um rio. Que parou num charco, sem correr em direcção nenhuma. Não pode.

Não vamos falar de erros.. porque a melodia de agora, não me permite enganar mais o coração.
Esta liberdade tem um sabor amargo, mas
..simultâneamente isso agrada-me: precisava de dar sabor à minha vida.

Com o tempo, as palavras serão substituídas por revoltas e lágrimas que não bastarão para entendermos os "porquês"...
Tanto melhor.. porque nos tornamos demasiado complicados.. ao tentar encontrar uma justificação para tudo.
Eis que a vida quebrou este laço.., ou pelo menos, sabe que tem de o fazer...
... e a loucura está no medo que temos de avançar. De aceitar. De corrigir. De voltar a amar. De apagar.
Tememos mais a felicidade,que a monotonia e a aceitação daquilo que sempre tivemos na palma da mão.
Tenho medo - dos meus próprios sonhos.

11 de junho de 2011

Palavras ao Vento

É devagarinho que abro a minha mão e te liberto deste meu coração.


Coração - magoado, revoltado e a fingir não o ser.

Falta-me demais para ter a certeza que esta seria a minha canção; o meu caminho.

Soltei,

sim.. soltei...

aos quatro ventos o amor que senti tão forte no meu peito, só por ti.

É uma tortura ter de abrir a mão perante tudo aquilo que um dia embalei com carinho. Tudo aquilo que abracei como meu. Tudo aquilo que me pertencia.

Muitas vezes, quando o coração adoece, temos de recorrer a algo que jamais usaríamos quando amamos: a racionalidade. Tão minha e tão forte neste momento.

Tenho-te no cantinho mais especial do meu ser. Fazes parte das minhas lembranças, de sempre e para sempre.

Não quero mais, ter de dizer baixinho que vamos tentar chegar à perfeição dos nossos sonhos.

Quero acordar e viver no mundo real. Sem esperanças tolas. Sem noites acesas em dias apagados.

Sem melodias que me embalam no sono. Sem dor que me prende a respiração.

Quero a verdade, nua e crua - A tal verdade que ataca o coração quando solto aos quatro ventos.. o que um dia foi só meu.

Esta dor no peito, sufoca-me intensamente - rompe parte dos sonhos ...

...sonhos - de uma vida.

ou duas; serão provavelmente sonhos de duas vidas.

A força está a faltar.. e tenho de nos libertar.

Só para afastar de vez esta tristeza que consumiu a nossa perfeição.

É na luz que encontrarás o que nos faltou. É no caminho certo, que os sonhos serão mais que meras tentativas de resgate.

Estás aqui.. bem perto das minhas melhores recordações.

10 de junho de 2011

Estive tão perto...

O coração pode estar coberto de gelo.. mas nada é intacto, quando a vida rebenta o frio que nos envolve;

apagaste a neblina que existia nos meus sonhos.. derretes-te o gelo que me sufocava.

Mudaste os dias que nunca passavam dos meros segundos medonhos e robustos.

As certezas do meu mundo, foram desfeitas..

...os teus sonhos, contaminaram os meus medos e cansaço.


Num dia, temos a certeza que nada mais conseguirá alcançar os nossos desejos,

nem abrandar a dor do nosso coração.

Basta um olhar, um sorriso e um abraço.

Que perto que estive da perfeição. Aquele momento foi realmente meu. Sonhei.

Obrigado por me despertares para os sonhos que deixei morrer em mim.

É no teu abraço que eu descanso.. e ganho forças para a nova vida, o novo caminho, a nova luta!



7 de junho de 2011

A vida é uma escolha que se faz!

Fim: significa recomeço - Virar do avesso.

Contar com o céu, com os pés nas nuvens - feitas de terra.

Pedaços de nada que fluem no agora - é aquilo que fecho em concha na palma da minha mão!


As saudades que eu já tinha... de mim.

29 de maio de 2011

O Luto

Hoje estou de luto.
Vesti-me com as cores que sempre trouxeste à minha existência: o negro.

Ninguém sabe, mas o verdadeiro luto é aquele que se faz - quando o coração amadurece.

O verdadeiro luto, acontece enquanto amamos, mas temos de partir.

Sinto-me carregada de lágrimas e,

solto pequenos gritos que me tentam prender ao passado que sonhei a teu lado.

Não quero saber.

Lá fora, o vento sabe a liberdade, e hoje, o luto pertence-me.

Há tantos sonhos loucos por viver; tantos brindes que devo fazer à vida além de nós.

O mundo não acaba. A vida não esmorece. O coração não morre.

Sobrevive-se.

Somos feitos de uma coragem incorrigível e de uma luta desmedida.


Não vou voltar a agarrar-me a este sentimento que nunca me fez bem; Que não me faz falta.

Hoje, estou de luto.. e estou a derramar sangue como consequência desta liberdade que quero alcançar, no fim de tanta tempestade!

....estes sonhos que são sempre os mesmos - baseados na esperança - que me incomoda.


Não minto - ainda estás em mim (sempre estarás) - e sinto muito por tudo.

E dói

dói tanto

....tanto como recusar todas as noites de luar que sempre me guiaram.

Amo-te no mais infinito de mim; mas nem sempre o amor é o caminho certo a seguir.

O amor não morre.

O defunto hoje, é a minha capacidade de perdoar e saber viver com esta reviravolta de emoções - um dia em cima, outro dia em baixo.

Já não sou a menina perdida que manipulavas com as tuas palavras misturadas com tons do sol e alimentadas por pequenas esperanças do dia a dia. Palavras que continham as estrelas.

Sei que já fui outra pessoa. Fugi de ti, mas sobretudo, de mim...

... cortei laços que são inquebráveis.

Realizei um mundo de amor sem fim.. que até hoje só dependeu de mim. Não fui capaz de mais, nem de menos. Amei assim - tal como uma paixão avassalada por tempestades que nunca controlei.
Chuva de sonhos por realizar - mergulhados em incertezas deste amor.
A raiva passou. As lágrimas permanecem.
O luto não e o fim - é a renovação.
Estás no meu céu.. mas és agora, a minha estrela perdida.
Até sempre!

Cartas de Amor



"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"

Álvaro de Campos

28 de maio de 2011

É preciso nascer de novo...


"Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher
(...)
Há que penar para aprender a viver.
E a vida não é existir sem mais nada...
a vida não é dia sim, dia não...
é feita em cada entrega alucinada,
para receber daquilo que aumenta o coração!"

Um dia vou fazer Diferente

"Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável."
Victor Hugo

Chega à nossa vida - quando menos esperamos - aquele dia em que largamos as poucas certezas que temos. Certezas essas que nunca nos completaram.. e partimos na viagem mais louca.
Porque a acção fervilha mais no nosso olhar, que a mera filosofia e as lágrimas reflectidas no tempo perdido.
Queimo os laços que me ligam ao presente..
O passado, esse já não existe na minha alma.
Agora, nada existe. Tábua rasa, pronta a ser (re) escrita.
Mais uma vez, sem rumo. Mas desta vez sem pedaços soltos pelo passado e pelo presente.
Já não importa o que me fez chegar até aqui..
... importa sim, o que me fará seguir em frente!

17 de maio de 2011

Aprendi que...



Posso resumir em três palavras o que aprendi com a vida:

"A vida continua"

11 de maio de 2011

Por aqui...

Tudo aquilo que eu preciso neste momento:








Um Anjo da Guarda!

Apenas a saudade...

Tenho saudades de me apaixonar,
de me entregar sem medos e sem medidas.

Saudade

De me deixar entrelaçar em sonhos que sobrevivem nas nuvens!

Saudade de me encharcar de paciência e esperanças.

Sinto-me outra.. quando me apaixono.

Sinto a vida, o coração e sou o melhor de mim.



Saudades de te sentir vivo em mim.

6 de maio de 2011

Já não me sinto bem nesta distracção que a vida criou para o meu coração.
As memórias já não cobrem a dor de um passado; os pedaços de nada já não encobrem as lágrimas da noite.
A partir deste momento.. tenho a dizer que já não há nada para sentir, nem existe nada que venha a ser bom de recordar.

O anjo, acabou por descer à terra e largar as suas armas; o seu conforto e a prisão estreita entre a razão e o coração.
Volta ao mundo que existia sem mim; vais libertar-nos desta crença que ambos construimos em torno de algo tão pouco palpável e sólido.
Estar aqui.. apenas por estar - só faz de nós - peregrinos da escuridão.
Para que um dia a recordação não seja apenas um rio que corre sem rumo.. devemos criar uma zona de conforto,
zona essa que será obrigatoriamente individual.
Não olhes para mim.. não posso voltar a acenar positivamente como outrora; não posso erguer de novo os braços para receber o que julguei ainda existir.
Respira fundo e vira costas. Por vezes, é a única solução.
Eu acredito, não importa o que o coração nos diz.

Se ao menos..



Não sei como reagir quando os meus sonhos fracassam dia após dia.
Não consigo entregar-me e desistir de tudo aquilo que inocentemente construi em cima de nuvens.



Se ao menos, pudesse continuar a acreditar.
Se ao menos me sentisse a tocar o céu pelo menos no pensamento.
Se ao menos pudesse abrir uma porta que libertasse as minhas asas.

Pergunto como o ser humano é capaz de aguentar tanto. No amor e na vida.
Nas desilusões e nos obstáculos.



E apenas queria, ter as minhas asas de volta. Voar sem medos e prisões sentimentais.

Se ao menos eu pudesse estar livre destas correntes de dor.
Se ao menos o ar que eu quero respirar não me sufocasse.
Se ao menos Tu não existisses neste meu mundo.

Ouve-me, oh vida: chega. Seja lá o que queres para mim, chega. Não quero.

Se ao menos pudesse aguentar mais.

2 de maio de 2011

Aprendizagem

Tenho em mim, que a vida é mais misteriosa do que aquilo que somos capazes de discernir!
O vento pode soprar e virar páginas,trazer novas histórias e novos desfechos.

Podemos querer manter sempre o mesmo livro, porque nos habituamos aquele cenário, aquelas palavras, aquelas personagens(...) Mas, é preciso deixar a alma alcançar novos livros, novas bibliotecas.. e novas páginas! Aprendi que por mais amarga que seja a lua, no dia seguinte teremos sempre sol. Certo que na maioria dos dias, está lá escondido (como a nossa força), mas está.
Não adianta o quanto somos cruéis e fechados à vida; porque tudo o que envolve esse rancor, só fecha os livros da vida.

Amanhá serei esta página semi-aberta, mas jamais fechada e guardada numa estante escura e distante.
Hoje parei para escrever, alguma coisa, que transmitisse que as tuas palavras me ensinaram a manter este sorriso real! Palavras essas, que de certa forma, recuperaram aquilo que eu sou. Ser este, que continuo a vigiar com cautela e medo, mas que não precisa de armaduras e castelos solitários.

Para muitos a felicidade é uma bênção, mas geralmente é mais vitoriosa quando é dia após dia, uma conquista! Eu, considero, claramente, as pequenas felicidades da minha vida, como extremas conquistas. Diria até: árduas, uma luta, um alcance que exige tudo de mim.

Com os pés no chão... também posso alcançar as estrelas! Derrubar barreiras e fronteiras... mas sem hora de chegar.




Fecho a porta devagar, não quero ver as oportunidades a sair...



E sabem que mais?



"É preciso saber sempre quando uma etapa chega ao final. Encerrando ciclos,
fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que lhe damos, o que
importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram."

PAULO COELHO (o zahir)

29 de abril de 2011

Solidão dos dias



Sento-me neste jardim que embeleza parte desta cidade e procuro abstrair-me de tudo o que me rodeia.
Prefiro fingir que nada existe do que assumir esta ruptura entre a minha vida e a motivação.
Podemos esperar muito da vida, dos outros e de nós mesmos. Ou pouco.
Podemos imaginar todo um futuro de dias na nossa vida. E fazer planos.


Embelezá-los, dar o melhor de nós e da nossa imaginação, para que tudo se concretize como desejámos. Podemos interrogar-nos acerca de mil coisas e não obter resposta nenhuma. Ou nem as querer obter.


Ou ainda, várias respostas e nenhuma ser a certa. E nenhuma ser uma certeza.
Porque ainda estamos no Presente... E porque nos esquecemos muitas vezes que não somos donos do tempo nem dos momentos. (Deveríamos?).
Passamos os nossos dias rodeados de pessoas. Muitas pessoas. Várias pessoas.
A grande maioria dos nossos dias (e noites).
Podemos estar rodeados por todas essas pessoas e ainda assim permanece a estranha solidão.
Podemos, é um facto, estar rodeados de pessoas menos próximas, com quem nos cruzamos nos nossos dias mas de quem não exigimos mais do que um sorriso hoje e uma palavra amanhã.
Podemos estar rodeados de pessoas mais próximas, que realmente sabem o que dizer e quando dizer, como agir, como falar e como ouvir, sem termos de lhes explicar como...
No fundo, podemos estar rodeados até pelas pessoas que nos fazem mais felizes, que, invariavelmente, há um momento ou outro do nosso dia em que nos sentimos tremendamente sós...


E é como se uma barreira invisível nos separasse do Mundo.
...Porque tudo se resume a uma coisa tão simples como podermos compreender os outros, saber como se sentem, mas não podermos efectivamente viver por eles nem eles por nós.
Podemos realmente sentir todas as partes em que um coração foi despedaçado, mas não podemos tê-lo como nosso.



Podemos estar aqui, ter o Mundo aqui, as pessoas aqui.. e sentir: a solidão inadiável e inerente a qualquer Vida!

13 de abril de 2011

Novo Presente

Hei? Estás aí?
Vamos conversar um pouco.

Senta-te aqui, na areia e à beira-mar.

Tu Comigo. E Eu Contigo!

Lembras-te quando me magoaste pela primeira vez? Ignorei e fingi que não havia motivos para recuar, porque só queria o teu amor e mais nada. Nesse dia, não soube dizer mais do que : "Sabes que te amo demais!."

Desde esse dia até hoje, vão anos; largos anos. E o que sei dizer agora é: "Ainda te amo demais!".

Todos os dias te procuro dentro do meu coração e sinto-te marcado em mim, através dos teus beijos, a tua pele, o teu calor.. os sonhos que construimos, as palavras de ternura..

ah.. que saudades da nossa paixão!

Fecho os olhos, e desejo tanto que nada leve este amor.

Sabes que ainda estás em mim, em cada pedacinho das minhas lembranças.. e na minha esperança.

Mas também sabes que me rendi ao futuro e por isso, decidi esquecer o passado.

O futuro será sem ti.

Ouve-se o mar e esta brisa encharca os nossos pesadelos - com raios de sol - estes, transparecem a esperança de amanhã.

Estamos em silêncio; sabemos que ainda há amor. Muito amor.

Mas.. nenhum de nós o consegue recuperar.

Agora, talvez te possas perder por aí, como tens feito...

...e devorar o que a saudade te der.

A vida leva para longe, os pedaços de tempo que deixaram um sabor amargo.

A água do mar inunda os teus olhos - reflectem a minha alma - que não podes tocar.

Estou cansada.

Perdida.

Vou devagarinho com medo de falhar.. e talvez encontre os sonhos meus.

9 de abril de 2011

Aprende-se a calar a dor...

Sempre fui bastante imbecil, no que concerne aos sentimentos.
Aprendi desde cedo, a calar a dor. Fingir que nada sentia, que não tinha medo e que não temia a solidão e/ou abandono.

Continha os gestos, o protesto, a raiva, a tristeza e injustiças...

mas há um dia, em que a alma nos rebenta nas mãos. Hoje é o dia.

Após tantas batalhas vencidas, eis que hoje, me acobardo frente à imbecilidade que construi.

Tomo a decisão de dar "o tal passo" em frente, uso esta dor como motivação, para me manter neste trajecto.

Pois, o coração, leva-me sempre a continuar nestes sonhos.


Costumo ouvir pessoas dizer :

"Só me arrependo daquilo que não fiz".


Errado. Imbecis.


Eu arrependo-me muito, de grande parte daquilo que fiz. Da forma como me limitei na vida. Na maneira como hipotequei a minha alma. O meu Ser. A minha realidade.

Aprende-se a calar a dor.. porque tudo o que nos sobra é a esperança. E conseguimos viver apenas com esperança, sabiam disso?

Nada mais é preciso, desde que a pessoa acredite naquilo em que deseja acreditar.

Pois, todos os nossos caminhos parecem seguir esse desejo.

Gente perdida. Imbecil, Perdida entre o sonho e a verdade.

Sinto tanto, que este seja o único passo possível. Lamento ainda mais, que nunca o tenha assumido como a verdade.


Aprende-se a calar a dor.. mas felizmente, há um dia, em que a alma nos rebenta nas mãos!

2 de abril de 2011

Partilha




Quem estiver interessado em visitar,

partilho aqui a ligação deste blog, que apela ao bom humor.

Boas leituras.

18 de março de 2011

Enquanto escurece


Não são raras as vezes que caio no vazio do meu pensamento. Procuro incansavelmente uma justificação para os meus actos e omissões. Desejos escondidos que me possam salvar destes sentidos que me mantêm presa a esta melodia de vida. Melodia que já não escuto.
Com o passar dos anos, dei por mim, a ver as coisas de forma oposta e mais longe; tentei tocar o olhar de alguém com o meu mundo e o que ficou?
Danças no escuro, marcas de desânimo.. foi o que restou.
Nunca deixo o meu coração questionar demais a vida; mas nem sempre me obedece - e hoje - aqui sentada perante o universo - sinto que deixei voar os sonhos e vivi sempre numa tormenta, sem abrigo, sem abraço e sem ninguém com quem contar!
Dia após dia, ao cair da noite, lá estava eu: parada a ver tudo a se perder; a se evaporar por entre os dedos da alma. Nada fiz para mudar as marcas infiltradas na pele; marcas das batalhas que superei por ti.
Mesmo assim, não deixei sair o sol, mantive-me naquele abrigo onde perdi os meus sonhos. E ainda permaneço. Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida, e tudo o que um dia acreditei me prende a este chão.
Mas já não é seguro, e o tempo não cura o sabor amargo da dor. Quero libertar-me do pouco que resta - mas não consigo.
O que faz com que ainda troque palavras contigo? A noite arranca-me sempre a esperança e mesmo assim, volto a estar aqui, no amanhecer.
Quero partir por novos mares, novos olhares, novos horizontes. Onde tudo fique mais calmo.
Sei se eu fosse a tua pele e tu o meu caminho.. nunca me teria sentido ultrajada nos meus sentimentos.
Percorre os meus pensamentos. Sabes que pouco ou nada existe de ti no meu coração.
Prescindo hoje, aqui, agora - do teu coração. Não há mais nada a fazer.
E lamento por isso. Mas enquanto escurece pressinto os teus gestos.. perdidos no ontem; não há nada que me faça querer-te aqui.
Prefiro um sopro do vento, que a dor que me mantém ligada a ti.

16 de março de 2011

Defeito ou feitio?

Há várias coisas que não suporto, mas hoje, vou falar apenas de uma,
o mau humor.
E sim, para os mais desconfiados, sim, eu tenho mau humor, dia sim, dia não.
Mas mesmo de mau humor consigo ser uma óptima companhia (excepto raras excepções), consigo animar as pessoas que me deram oportunidade da sua companhia e, apesar de chorar por dentro grande parte das vezes, contagio os outros com a minha capacidade de sorrir.
Ora, mas há pessoas por aí que são insuportavelmente mal humoradas.. elas andam por todo o lado.. são pessoas que nos afectam só com a sua forma de estar; que nos desmotivam só com a sua forma de não encarar a vida e, que nos deprimem pela forma triste e monótona que vivem a vida.
Não tenho nada contra estas ditas pessoas, desde que não cruzem o meu caminho.
Confesso, que não é fácil viver uma vida inteira com um sorriso no rosto! Subscrevo que a vida é na maior parte dos dias, difícil.
Mas meus amigos, vamos lá cair na realidade: o mau humor não resolve nada, superem-se; ou pelo menos, afectem menos quem cruza o mesmo trajecto.
Não sou sempre bem disposta (felizmente, porque provavelmente seria exagero), mas estou sempre atenta às necessidades do outro.
Esqueço problemas, obstáculos e arrufos com a vida, para encarar os outros com bom humor e alegria.
E isto não é um mero texto, é mesmo uma chamada de atenção a todas as pessoas que não são capazes de viver o dia a dia, de forma leve e calma. Estamos sempre a combater, somos uns guerreiros - os sobreviventes - e isso faz de nós campeões de uma guerra sem fim.
A importância de um sorriso é indescritível e não cabe nas palavras que possa aqui proferir; as pessoas que vivem afundadas em mau humor não sabem o que perdem, nem quem perdem!
Sejam felizes, não estão a fazer um favor a ninguém.. senão a vós mesmos!

Noite


Caiu a noite neste fim de dia cansado.
O meu coração palpitava pela chegada do nosso momento - aquele que temos partilhado todas as noites; que loucura esta deste sentimento que não cabe dentro do peito e saltita por aí.
Mudei a estação do rádio e adaptei o som à música calma que tocava naquele momento.
Abri a janela e inevitavelmente senti a brisa fresca a abraçar-me a alma.
Este aviso era para mim, este aperto que eu chamei saudade, era para ti.
A lua estava distante, mas mesmo assim, conseguia ver as suas formas entrelaçadas nas cores do céu; como queria ter-te aqui.. percorrer as minhas mãos pelo teu corpo, entoando notas perfeitas de amor.
Pegar nos teus sonhos e transforma-los nos meus desejos.
Esta noite falhaste ao nosso momento; estou tão só. Tal como a lua que nunca se cruza com o sol.
Tal como as gotas de orvalho que se emancipam nas folhas verdes das minhas flores preferidas.
Amores perfeitos? Ou sonhos construídos na imensidão da nossa vontade?
Hoje não estiveste aqui, mas estás no pensamento de quem te imagina em mim.
Não me faças perguntas, porque nada que eu te diga vai indicar o caminho certo.
Esta noite, proclamo às estrelas um desejo tão meu: um amor, tal e qual, o teu.

14 de março de 2011

Talvez não haja amanhã

De todas as vezes em que existe, o amor começa da mesma forma.
Inicia-se com,
o ar que nos falta no peito, uma brisa quente numa tarde de verão, a entoação perfeita de uma canção, o abraço mais apertado, o desejo e a pressa perante a vida, corpo seco que mata a sede, risos emaranhados com saudade, sonhos elevados ao céu, mãos entrelaçadas e planos especiais...
mas..
chega um dia em que.. a nossa alma proclama em alta voz: talvez não haja amanhã.
É aqui que o encanto se perde - o amor não são só borboletas no estômago e afins, dignos de romances.
Muitas das vezes, a mesma pessoa que um dia conquistou o nosso coração, pode violenta-lo de forma abrupta sem mesmo nos enviar um bilhete a avisar.
Fala-se aqui, de uma violência maioritariamente emocional. Naquele momento sentimo-nos um livro aberto que não quer seguir com a sua história; é melhor não dizer mais nada - não haverá amanhã.
São desfeitos os planos, o desejo dos corpos, as almas abençoadas, os sonhos e tudo em nós se quebra em mil pedaços.
Não é apenas um desgosto de amor, é antes de tudo, um sofrimento atroz e uma traição aos nossos sonhos. A nós mesmos e à vida.

O término de um amor, implicando qualquer tipo de violência, acaba com o pouco que até então havíamos construído, individualmente e a dois.
Quão cruel pode ser uma pessoa que trai sentimentos, confiança e expectativas?
Quão violento pode ser, arrasar os sonhos, os ideais, a auto-estima e a autonomia de outra pessoa?
Não é apenas uma noite mal dormida, nem um arrufo de quem está de mal com a vida..
ficamos parados entre a lembrança do primeiro beijo e o estalo emocional reflectido na última oportunidade.
A distância aqui, é a única salvação lógica, que permite o retorno ao mundo real impregnando em nós as marcas desta violência.
E ficaremos antes de mais, sentados, naquele canto da vida, em que bate um raio de sol e,
dizemos baixinho e com medo,
ao nosso coração:
Não voltarei a amar.

(Participação no tema de mês de Março para o blog http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/ - visitem)