7 de setembro de 2011



"Não transformes o amor naquilo que te faz falta.
Sente o amor, como tudo o que te completa. "
Barbara Pereira

Um dia escrevo um Livro



Um dia, quando os meus olhos deixarem esgotar as lágrimas de saudade,

escrevo um livro, onde calmamente deposito, tudo aquilo que fui mais intimamente.

Com a clareza de todos os sonhos e as invenções de cada novo dia.

Se soubesse que a existência, seria sempre este labirinto de emoções, teria começado a escrever deste os meus primeiros segundos de vida,

[Para nunca perder nenhum sentimento, nenhum momento, nenhuma palavra de mim];

se a verdade de hoje, estivesse em mim, há uns anos atrás, teria com certeza lutado mais por aquilo que sempre sonhei e defendi com a coragem de sonhadora.


A consciência quando chega,

chega tarde. Depois choramos. Soltamos palavras ao vento. E aguardamos o seu retorno com a esperança perdida.

Agora compreendo quando alguém me dizia, que a vida só nos fascina na idade da inocência.

Os factos - magoam - preocupam - e não nos deixam alcançar o mundo irreal.

Aquele em que todos somos felizes.

Tenho um livro para escrever. Que toca apenas no coração de quem recorda tudo aquilo que já foi, em tão pequeno alcance da memória.

Pequenos momentos, pequenas lascas de madeira cravadas no peito. Ofertas generosas de recordações plausíveis de enormes recomeços.

Pequenos sorrisos e grandes momentos de emoção.


A felicidade é de facto, bastante relativa.

Para mim, a felicidade é apenas a capacidade que temos, de conhecer a vida como Ela realmente é,

e mesmo assim.. ter um sorriso no rosto. Mesmo assim, acreditar que a Sorte existe apenas na ponta dos nossos dedos.


Felicidade é acordar todos os dias, sabendo que é apenas mais um dia, entre tantos outros, de esperança e coragem.


Vou contar o que me iluminou todos estes anos.. onde encontrei forças para nunca ter ido embora.

Fui sempre um barco à deriva.. mas acreditei sempre que o mundo iria cair a meus pés.

Sou mais um Humano que levita na saudade da inocência. Crente na facilidade de cair nas nuvens e aguentar o ritmo dos sonhos.


São apenas as pequenas loucuras que escrevemos no Livro da Vida.


1 de setembro de 2011




Pequenas esperanças

Não sei nada sobre a vida.

Não sei nada sobre os sonhos.

Nem sobre o amor..

nem sobre a fantasia..

nem sei nada sobre mim mesma.

Muito menos sei, acerca dos outros.

De ti. De nós. Do futuro.

Sei apenas, que me sinto interiormente cansada de lutar - com a esperança na mão, em forma de espada. Pontiaguda preparada para nos salvar destas indecisões e caminhos mal preparados.

Os dias são cada vez mais longos e as espereranças menos próximas dos sonhos.

Apenas as pequenas limitações do dia a dia ficam neste quadro

.. seguir sempre a mesma estrada, sem ter interesse no que estará para lá do horizonte.

Porque sei, que a esperança é a tolice da alma. É a consequência de anos e anos de desilusão.

A esperança é o que resta quando tudo o resto sumiu por entre as lágrimas de dor.



Quero partir.. para lugar nenhum. Estar sozinha apenas. Morrer neste mundo demasiado cruel para os meus sentimentos.

E sei, que cada lugar que percorri, foi por momentos meu. Sei que a mágoa que guardei, fez de mim uma pessoa ferida no mais intimo do Ser.

Quando não temos defesas, estamos consequentemente a falhar.


Sinto-me a naufragar no meu proprio tempo. Como se a cada dia, arrancassem de mim, as pequenas esperanças... os pequenos momentos, aos quais tento penetrar.

O tempo parece perdido. E tudo se desfaz com a lágrima que cai.

6 de agosto de 2011

Cansaço

Quando o cansaço se aproxima do meu coração...tento fugir..

para um lugar onde as lágrimas não caem.

Um lugar que impede que esta tristeza se espalhe e cause toda esta dor.

Solto um grito/um pedido de ajuda...aos quatro ventos:preciso de seguir em frente...

sem voltar a magoar-me.

Preciso de embalar cuidadosamente o futuro... com amor.

E tenho-O aqui tão junto a mim.. tão especial. Tão brilhante.


Mas sinto-me cansada... de lutar contra toda esta poesia que corre pelos meus olhos em forma de rio.

No meu corpo fica a saudade do sorriso e da perfeição.

Fica a necessidade dessa força invencível que tive um dia... capaz de tudo; capaz de agarrar com força os sonhos ...contra ventos e tempestades.

Falta-me a coragem e,

a força para vencer este cansaço que me invade sem que eu possa renascer. Cansaço que me apanha completamente desprevenida e me absorve de forma cruel.

Sinto que parte de mim caiu num abismo, e é agora tão impossível de recuperar.

E só quero fechar os olhos e cair. Sem precisar de me voltar a levantar.

Sem precisar de continuar a agarrar-me à pouca esperança que mantenho viva na minha alma.

Acabar com esta guerra em mim,

batalha esta,

que me tortura e impede de realizar o mais perfeito que construi para mim. Para ti. Para nós.

O cansaço é o fracasso dos nossos sonhos.

E sinto a cada dia que fracassei...

14 de julho de 2011

Conversa com a vida

A vida ensina-nos a lidar com as perdas e os ganhos.
Estamos preparados para tudo, mesmo que a nossa cabeça diga que não.
Não há obstáculos insuperáveis. Nem sonhos que não se realizem.
Há guerras que temos de enfrentar. Armas que temos de usar.
Danos que temos de curar.

O amor é um apoio incondicional, quando verdadeiro - quando respeita o nosso sorriso e a nossa essência.
A diferença entre a vida e desistir.. está na consciência de cada batalha!
Na garra com que olhamos para tudo.

Admito ter sido daquelas pessoas que se queixam (diariamente) do rumo da vida.
Vitimização? Talvez.
Mas faz sentido, culparmos a vida pelo nosso insucesso?
É sabido que nos queixamos mais por aquilo que não temos,
do que agradecemos o que temos.
Somos humanos, faz parte da nossa infeliz condição.
Mas, a Vida.. não nos deve nada.
Soltem a voz que há dentro de vós. Agradeçam A vida!

Conheci, por mero acaso, numa tarde destas de sol,
(numa deslocação a um serviço de atendimento público (sim, verdade))
uma pessoa fascinante, que em poucos minutos fez valer o meu dia. Que encantamento, que vida, que sorriso. Que alegria transmissível. Que humor. Que forma tão suave e lúcida de encarar a vida. Nem todos somos capazes.
Assim vale a pena.

Fez-me pensar porque esperamos eternamente pelo momento certo, pela altura ideal.
- "Mais tarde fazemos isso.. agora não porque ..."
Não importa o porquê.. haverá sempre algum. Sempre.
A vida não espera pelo momento ideal, a vida acontece a cada segundo, enquanto estamos emaranhados nos porquês da vida.. emaranhados em problemas e soluções muitas das vezes inexistentes.

Choramos demais, sem antes ter a oportunidade de ver o sol.
Agora, eu sei. A vida acontece a cada gota de orvalho, a cada raio de sol, a cada abraço, cada sorriso.
Enquanto isso.. eu fechava-me em mim, em mil soluções para mil e um problemas. Nunca encontrei o ponto perfeito; o ideal; o momento.
E adivinhem? Esse momento simplesmente existe naquele mesmo instante.
O mesmo instante que perdemos com mil e um absurdos.

A vida não é mágica, é real. E é a essa mesma realidade que temos de nos adaptar, com magia.

9 de julho de 2011

Porque hoje, já não quero estar...

...ao teu lado.
No meu percurso, conheci pessoas que durante um tempo infinito se esqueceram de viver; incapazes de sentir o tempo a esgotar-se.
Pessoas tão incapazes de ver marcas e feridas tão profundas.
Hoje, a minha viagem acabou definitivamente - não deixo qualquer rasto possível de ser seguido.
Deixo apenas o meu lugar vazio.
Não poderás agora - encontrar novamente - a pessoa que fui - para ti.
Não vou ficar - o meu mundo é outro;
e decidi, esgotar o relógio que continha o nosso tempo.
Avancei neste jogo - e ambos perdemos. Mas há tantas viagens novas, tantas vitórias que poderemos erguer daqui para a frente.. podemos viver aventuras guerreiras e ter vidas tão mais cheias.
Eu - estive lá - na eternidade das oportunidades. Incansáveis - que só retrataram a tua permanente desistência.
Terias tido toda a vida, a meu lado. Bastava um toque, uma conquista, o mínimo de ti.
Sentes agora, o que sempre te tentei transmitir? Nenhum sentimento sobrevive à solidão; nenhum sentimento sobrevive para sempre, quando é ferido.
Um coração, pode morrer, enquanto espera.
Quando amanhecer, vais entender, porque quebrei todos estes sonhos de resolução - de entendimento que tardava em chegar.
Somos verdadeiros heróis, por tudo aquilo, que juntos semeamos. Foram oceanos de amor.
Aprendi a ser eu mesma, oposta ao meu sentimento. Lancei ao fundo do oceano, as correntes que me prendiam (literalmente) a um sentimento banhado com pequenas esperanças.
Se um dia, me quiseres encontrar novamente, sabes onde estou - estarei, nos nossos sonhos, que deixamos bem lá atrás - num passado distante.
Mesmo que fuja.. deixo aqui, sempre um pouco da minha luz.
Deixei-me enganar, pela minha própria esperança; por promessas mascaradas com palavras bonitas e aconchegantes, palavras estas, que desfilavam em frente ao meu olhar - fiquei hipnotizada perante os meus próprios sonhos.
Ninguém te conheceu como eu conheci - e, estava preparada para enfrenter o mundo - pela nossa felicidade. Por mim, por ti e por o que nos unia.
Não te esqueci - nem o farei.
Parte de ti (de nós), está escrito no livro da minha vida - com tantas experiências, carinho, sonhos, coragem, perdão, sofrimento, sonhos partilhados, sorrisos, os passeios de mão dada, as noites sem dormir (...)
Agradeço tudo o que vivi a teu lado, tudo o que conquistei nestes anos.
Agradeço os erros, que fizeram de mim, uma mulher mais forte, mais resistente e mais consciente perante os encantamentos da vida.
A teu lado, tive a oportunidade de me conhecer mais e melhor, e inevitavelmente - de crescer como pessoa.
Obrigado.
Nunca sintas isto como uma perda. Nunca o será. É antes de tudo, parte do nosso passado e daquilo que seremos daqui para a frente.
Lutaremos pelos nossos sonhos e objectivos, mais fortes do que nunca.
Não será esquecido o tempo e a vida que partilhamos.

As escolhas na vida não são fáceis - mas todos temos de evoluir e cuidar do nosso coração - e - hoje, eu não quero fazer parte do (nosso) futuro.
De nós, resta apenas as lembranças, emaranhadas na saudade - de tempos em que fomos felizes.
Tem um dia feliz, porque o sorriso muda o mundo.


"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceite, desconfio que há falta de amor."

Vladimir Maiakóvski

8 de julho de 2011

Momentos perdidos

Tive sonhos que não realizei; momentos que perdi - com o coração cheio de lágrimas.
As mãos a tremer e a pedir ajuda. O olhar triste e desiludido.
Continuei a sonhar - acreditei. Quis acreditar. Pedi ao céu que nunca me deixasse desistir. Agarrei-me aos pequenos desejos da alma.
Fiz promessas a mim mesma, como forma de me aguentar sob pressão - sempre com a vontade de agarrar ainda mais, os meus sonhos.
Tantas noites que adormeci a chorar - e perdi, muito daquilo, que nunca deveria ter sido um fracasso. Abri mão de mim, para alcançar sonhos partilhados. Chorei.
Após tudo isto, só me resta fechar os olhos e sentir os sonhos a correr-me nas veias.
Sou uma sonhadora - demais até.
Lembro-me de um passado distante e de uma aldeia - que me viu crescer, entre montanhas e brisas frescas no rosto quente de criança.
A alegria era parte de mim e de tudo o que me rodeava.
Sempre senti demais; sempre pensei além do factual. Sempre me dei sem regras. Quis sempre mais do que aquilo que tinha nas minhas mãos.
Criei um mundo só meu, em que a garra e a coragem, fizessem de mim, uma mulher completa.
Tinha poucos sonhos.. mas aqueles que faziam parte de mim - eram fortes e profundos.
Cresci, sem compreender bem os caminhos que segui; sem uma mão amiga que me ampara-se em qualquer momento..
mas sorri sempre, mesmo nos momentos em que o mundo me fugia da mão.
Esperei, desejei, acreditei...cheia de expectativas e ideias.
Hoje - pouco ou nada mudou. Mantenho o elevado grau de expectativas e exigência perante a vida e os meus objectivos.
Mas perdi força. Coragem. Paixão pela vida. Deixei-me descer ao sacrifico por amor. Desvalorizei o meu estado de espírito.
Hoje sei, que os sonhos são apenas meros espectadores da realidade.
Amanhece a cada dia.. da mesma forma.. com os mesmos tons, os mesmos cheiros, as mesmas imagens.
Mas há aqueles dias - em que ainda reconheço em mim - a força dos sonhos de criança - e a inocência com que acreditava neles.
No entretanto.. no percurso de vida.. tanto se perdeu, tanto se transformou.. tanto se ultrajou. Tanto que se evaporou por entre os dedos. Tanto que deixou de fazer parte de mim.
Nunca esta culpa, foi das pessoas com quem partilhei estes sonhos.
Cada um, tem o seu papel na vida de outrem.
Vivi demasiado em busca de utopias e sonhos perfeitos. Esculpidos em bases falíveis e com montanhas.
Sonhos demasiado inúteis no tempo e na historia de vida de um comum mortal.
Hoje procuro a lucidez dos momentos reais, que completam os meus sonhos mais congruentes e sólidos.
A timidez do meu coração, aproxima-me da criança perfeita que sou. As palavras aproximam-me dos sonhos que ditei ao meu coração.
Tinha tanto para dar..
um tanto,
que se evaporou por desilusões sofridos, por sonhos e amores ultrajados...
Paixões que magoaram o mais especial de mim.
Hoje, sei - e tenho a certeza- que os sonhos, só a nós pertencem!
Devemos conserva-los apenas no nosso ser,
sob pena de sermos considerados egoístas; não importa.
Os momentos e os sonhos, só são partilhados por amor. Amor verdadeiro.

4 de julho de 2011

A palma e a mão

Tudo aconteceu de forma completamente espontânea ,
que se transformou na noite que me fez levitar..
no beijo que me fez brilhar,
no toque que me trouxe à vida...
e no amor,
verdadeiro como aquilo que somos.
Um para o outro. Um do outro. Um rasto marcado pela coragem e confiança.
Porque - o amor.. é simples - és a simplicidade da palma e da mão.

O amor é a consciência do coração - faz sorrir, estremecer, querer..
segura a minha mão contra o teu peito e deixa-me vaguear pelos nossos sonhos..
esquecidos dos tempos em que não éramos um só. Abraço-te, para te transmitir o conforto que sinto com o teu calor. Não quero mais nada - só o teu abraço.
Esse rasto do nada de ontem.. transforma-se num barco que deixou de estar perdido.
Este é o nosso mundo.. Mundo que gira as nossos pés. Que faz mover o coração. Que nos aperta sem apertar.
Agarra a minha alma - os pedaços que juntamos e nos uniu - na verdade e na partilha.
Por amor, faço malabarismos, tal e qual um malabarista.
Pinto o céu - sempre que me apetece - com um sol bem gigante e quente - que aquece a minha alma.
Dou os meus sonhos, para que os completes - que faças de mim, aquilo que sempre quis ser em ti - tatuar no meu Ser, um coração tão puro.

Esta loucura.. a dos apaixonados... torna-me tão sã.
A noite vadia que me queria conceber.. deixou de fazer sentido em mim.
Agora, sou o porto de abrigo que me mostra quem és.

Amo a simplicidade do teu olhar; os gestos que perduram no meu querer.
O teu cheiro que me enlouquece e permanece tão perto do meu desejo.
As palavras que ecoam os batimentos do nosso amor.

Sei agora, com toda a certeza, o que é o amor.
E porque?
Porque.. só agora entendi que não o sei (nem o consigo) descrever. Não surgem palavras suficientes para retratar aquilo que sinto em mim. Não O sei definir. Não sei.
Só o sinto. Só o sei sentir - e embalar com carinho tudo o que me une a ti.

Não sei de que cor Ele é. Nem as horas a que chegou.

Tocou-me, tão forte.. mas tão meigo.
Tocou-me, tal e qual uma brisa transparente - que permanece eternamente no meu sorriso.
Estás aqui - e somos a palma e a mão.

28 de junho de 2011

Mais que um Amor

Tenho o coração tão preenchido, que as palavras, neste momento são básicas.

Apenas agarro os gestos que me causam arrepios.

O sorriso que torna a minha vida na melodia mais perfeita.A luz que brilha nas minhas noites.

O sol que aquece a minha pele.O calor das tuas mãos que me seguram e dão força para este novo caminho.


Amo-te, na eternidade do meu sentimento.


Embalo com carinho este amor.

16 de junho de 2011

Gosto quando estamos juntos, no silêncio.


Abraçados.

Porque nenhuma palavra é capaz de ocupar o espaço entre nós!
... nenhuma palavra preenche a nossa cumplicidade.

... nenhuma palavra descreve a profundidade do nosso sentimento.

14 de junho de 2011

Certo Dia..

Um dia, perguntaram-me, como podia esquecer um amor. Como podia deixar de lutar depois de tantas montanhas e obstáculos percorridos. Depois de tantos pensamentos e actos de perdão.
Depois de tantos momentos a escalar a realidade para chegarmos aos sonhos.
(...)
E eu, nesse mesmo momento,
deixei cair uma lágrima - pesada - mas carregada de sabedoria e,
perguntei a mim mesma: como alguém é capaz de ultrajar o amor?

Desta forma - subtil - consegui responder a essa pessoa.

Sim.. o amor - não merece - dor, lágrimas e imperfeição.
O amor é mestria, poesia e sinceridade. É um mundo redondo que não permite quedas. Sem paredes e barreiras que nos levam a lado nenhum.
O amor é paciência e sapiência. Um ninho onde estaremos sempre a salvo.
O amor não é a felicidade, é apenas o ponto de partida para a apreciarmos.
Amor é solidão e companhia. É ser pequeno quando o coração pede.. e ser grande quando a realidade nos coloca à prova.
(...)

Hoje sei, que um amor nunca se esquece.
O amor é parte de nós - sempre e em qualquer momento - desde que um dia, tenha sido sentido por duas almas.
Mas...toda a poesia envolta nele.. corre agora pelas minhas veias como um rio. Que parou num charco, sem correr em direcção nenhuma. Não pode.

Não vamos falar de erros.. porque a melodia de agora, não me permite enganar mais o coração.
Esta liberdade tem um sabor amargo, mas
..simultâneamente isso agrada-me: precisava de dar sabor à minha vida.

Com o tempo, as palavras serão substituídas por revoltas e lágrimas que não bastarão para entendermos os "porquês"...
Tanto melhor.. porque nos tornamos demasiado complicados.. ao tentar encontrar uma justificação para tudo.
Eis que a vida quebrou este laço.., ou pelo menos, sabe que tem de o fazer...
... e a loucura está no medo que temos de avançar. De aceitar. De corrigir. De voltar a amar. De apagar.
Tememos mais a felicidade,que a monotonia e a aceitação daquilo que sempre tivemos na palma da mão.
Tenho medo - dos meus próprios sonhos.

11 de junho de 2011

Palavras ao Vento

É devagarinho que abro a minha mão e te liberto deste meu coração.


Coração - magoado, revoltado e a fingir não o ser.

Falta-me demais para ter a certeza que esta seria a minha canção; o meu caminho.

Soltei,

sim.. soltei...

aos quatro ventos o amor que senti tão forte no meu peito, só por ti.

É uma tortura ter de abrir a mão perante tudo aquilo que um dia embalei com carinho. Tudo aquilo que abracei como meu. Tudo aquilo que me pertencia.

Muitas vezes, quando o coração adoece, temos de recorrer a algo que jamais usaríamos quando amamos: a racionalidade. Tão minha e tão forte neste momento.

Tenho-te no cantinho mais especial do meu ser. Fazes parte das minhas lembranças, de sempre e para sempre.

Não quero mais, ter de dizer baixinho que vamos tentar chegar à perfeição dos nossos sonhos.

Quero acordar e viver no mundo real. Sem esperanças tolas. Sem noites acesas em dias apagados.

Sem melodias que me embalam no sono. Sem dor que me prende a respiração.

Quero a verdade, nua e crua - A tal verdade que ataca o coração quando solto aos quatro ventos.. o que um dia foi só meu.

Esta dor no peito, sufoca-me intensamente - rompe parte dos sonhos ...

...sonhos - de uma vida.

ou duas; serão provavelmente sonhos de duas vidas.

A força está a faltar.. e tenho de nos libertar.

Só para afastar de vez esta tristeza que consumiu a nossa perfeição.

É na luz que encontrarás o que nos faltou. É no caminho certo, que os sonhos serão mais que meras tentativas de resgate.

Estás aqui.. bem perto das minhas melhores recordações.

10 de junho de 2011

Estive tão perto...

O coração pode estar coberto de gelo.. mas nada é intacto, quando a vida rebenta o frio que nos envolve;

apagaste a neblina que existia nos meus sonhos.. derretes-te o gelo que me sufocava.

Mudaste os dias que nunca passavam dos meros segundos medonhos e robustos.

As certezas do meu mundo, foram desfeitas..

...os teus sonhos, contaminaram os meus medos e cansaço.


Num dia, temos a certeza que nada mais conseguirá alcançar os nossos desejos,

nem abrandar a dor do nosso coração.

Basta um olhar, um sorriso e um abraço.

Que perto que estive da perfeição. Aquele momento foi realmente meu. Sonhei.

Obrigado por me despertares para os sonhos que deixei morrer em mim.

É no teu abraço que eu descanso.. e ganho forças para a nova vida, o novo caminho, a nova luta!



7 de junho de 2011

A vida é uma escolha que se faz!

Fim: significa recomeço - Virar do avesso.

Contar com o céu, com os pés nas nuvens - feitas de terra.

Pedaços de nada que fluem no agora - é aquilo que fecho em concha na palma da minha mão!


As saudades que eu já tinha... de mim.

29 de maio de 2011

O Luto

Hoje estou de luto.
Vesti-me com as cores que sempre trouxeste à minha existência: o negro.

Ninguém sabe, mas o verdadeiro luto é aquele que se faz - quando o coração amadurece.

O verdadeiro luto, acontece enquanto amamos, mas temos de partir.

Sinto-me carregada de lágrimas e,

solto pequenos gritos que me tentam prender ao passado que sonhei a teu lado.

Não quero saber.

Lá fora, o vento sabe a liberdade, e hoje, o luto pertence-me.

Há tantos sonhos loucos por viver; tantos brindes que devo fazer à vida além de nós.

O mundo não acaba. A vida não esmorece. O coração não morre.

Sobrevive-se.

Somos feitos de uma coragem incorrigível e de uma luta desmedida.


Não vou voltar a agarrar-me a este sentimento que nunca me fez bem; Que não me faz falta.

Hoje, estou de luto.. e estou a derramar sangue como consequência desta liberdade que quero alcançar, no fim de tanta tempestade!

....estes sonhos que são sempre os mesmos - baseados na esperança - que me incomoda.


Não minto - ainda estás em mim (sempre estarás) - e sinto muito por tudo.

E dói

dói tanto

....tanto como recusar todas as noites de luar que sempre me guiaram.

Amo-te no mais infinito de mim; mas nem sempre o amor é o caminho certo a seguir.

O amor não morre.

O defunto hoje, é a minha capacidade de perdoar e saber viver com esta reviravolta de emoções - um dia em cima, outro dia em baixo.

Já não sou a menina perdida que manipulavas com as tuas palavras misturadas com tons do sol e alimentadas por pequenas esperanças do dia a dia. Palavras que continham as estrelas.

Sei que já fui outra pessoa. Fugi de ti, mas sobretudo, de mim...

... cortei laços que são inquebráveis.

Realizei um mundo de amor sem fim.. que até hoje só dependeu de mim. Não fui capaz de mais, nem de menos. Amei assim - tal como uma paixão avassalada por tempestades que nunca controlei.
Chuva de sonhos por realizar - mergulhados em incertezas deste amor.
A raiva passou. As lágrimas permanecem.
O luto não e o fim - é a renovação.
Estás no meu céu.. mas és agora, a minha estrela perdida.
Até sempre!

Cartas de Amor



"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"

Álvaro de Campos

28 de maio de 2011

É preciso nascer de novo...


"Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher
(...)
Há que penar para aprender a viver.
E a vida não é existir sem mais nada...
a vida não é dia sim, dia não...
é feita em cada entrega alucinada,
para receber daquilo que aumenta o coração!"

Um dia vou fazer Diferente

"Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável."
Victor Hugo

Chega à nossa vida - quando menos esperamos - aquele dia em que largamos as poucas certezas que temos. Certezas essas que nunca nos completaram.. e partimos na viagem mais louca.
Porque a acção fervilha mais no nosso olhar, que a mera filosofia e as lágrimas reflectidas no tempo perdido.
Queimo os laços que me ligam ao presente..
O passado, esse já não existe na minha alma.
Agora, nada existe. Tábua rasa, pronta a ser (re) escrita.
Mais uma vez, sem rumo. Mas desta vez sem pedaços soltos pelo passado e pelo presente.
Já não importa o que me fez chegar até aqui..
... importa sim, o que me fará seguir em frente!

17 de maio de 2011

Aprendi que...



Posso resumir em três palavras o que aprendi com a vida:

"A vida continua"

11 de maio de 2011

Por aqui...

Tudo aquilo que eu preciso neste momento:








Um Anjo da Guarda!

Apenas a saudade...

Tenho saudades de me apaixonar,
de me entregar sem medos e sem medidas.

Saudade

De me deixar entrelaçar em sonhos que sobrevivem nas nuvens!

Saudade de me encharcar de paciência e esperanças.

Sinto-me outra.. quando me apaixono.

Sinto a vida, o coração e sou o melhor de mim.



Saudades de te sentir vivo em mim.