18 de fevereiro de 2011

Desabafos do Coração

Não quero falar de nada, mas preciso de falar acerca de tudo; quando há qualquer coisa que sufoca, precisamos de libertar o coração para que este, possa procurar ajuda.

Há uns anos atrás, pensei ter tudo aquilo que havia para possuir, fruto talvez da imaturidade emocional - o pouco que tinha, satisfazia o meu mundo e completava o meu coração.
Com o tempo, fui percebendo que eram mais as vezes em que chorava, que aquelas em que era realmente feliz.

Era mais aquela sensação do "estou bem". Mas na verdade "bem" não devia ser suficiente para nós; não deveríamos querer mais?
Na vida temos de estar sempre em equilíbrio, certo? Tal e qual uma balança. No mínimo, tantos momentos bons como momentos menos bons.
Mas durante anos, o sabor da minha vida era agri-doce; muitas das vezes, simultâneamente. Sentia-me em completo desequilíbrio emocional.

Não posso omitir que fui feliz em alguns momentos destes que hoje recordo, mas por mais que me queira recompor, lembro-me sempre daquilo que me feriu e de certa forma, moldou a pessoa que sou hoje.

Após vários anos de obstáculos, chegou o dia em que o inevitável aconteceu. Continuei a amar, mas desta vez, sabia que não tinha mais defesas para poder continuar neste vaivém de emoções; de avanços e recuos; de tristeza e de sorrisos; de sim e não; de amo-te, preciso de tempo; de mimos e frieza; de surpresas e apatia; de tudo e nada.
Hoje sei, que a vida não é somente aquilo que fazemos dela; é mais; a vida é tudo.
O conforto que sinto a teu lado, abafa a minha dor - chamo-lhe amor companheiro; há uns tempos não queria mais nada, porque me perdi sem rumo certo e me deixei vencer pelo cansaço.
Amor é isto que tivemos - erros e perdão - esta foi a essência da nossa vida comum.
Agora, entendo a montanha russa em que vivi, e acima de tudo, sou grata pelo teu companheirismo. Mas paixão, aquela paixão que arde intensamente e afasta toda a nossa tristeza... ficou num passado bem distante - antes de tudo nos ferir o peito.
Não tenho fé no amor de amanhã - nem contigo, nem com outra pessoa. Mas sinto-me bem, porque ganhei força para vencer as coisas menos boas, sem ter de fingir que estas não existem.
Que liberdade que sinto em mim, a poesia corre pelas minhas veias como se me tivessem devolvido a alegria.
Amar é difícil; é melodia que nem sempre entoa com perfeição. É a luz que nem todos abraçamos.
Mas a liberdade, aquela que é nossa, por direito, é o maior prazer de todos os tempos.
Uma alma livre é antes de tudo, a prioridade.
Digo-te aqui, baixinho: Obrigado por me proporcionares esta aprendizagem de vida.

2 comentários:

Sérgio Luis disse...

Palavras sentidas, que dum coração sofrido brotam, mas que não deixam indiferentes aqueles que as lêm, e principalmente que as entendem.
Bjinho para ti Bá, e tudo de bom.

Sandra disse...

Q lindo :')
Adorei o teu blog! Tanta palavra bonita*