11 de maio de 2010

Porta


É quando olhamos para trás e realizamos as (difíceis) retrospectivas que nos apercebemos do rumo que a nossa vida atingiu,
dos sonhos que deixámos por realizar, ou que ficaram apenas no nosso desejo mais oculto.
Tantas expectativas e aspirações perdidas, porquê?
Perdemos o entusiasmo, a vontade de conquistar e a força de vencer
talvez devido aos erros passados, ao medo do futuro. Devido às experiências que tivemos, opostas ao que esperaríamos.
Mas daí até desistir, surge uma grande distancia,
sim?
Acomodar-se, é desistir. Instalamos a rotina na nossa vida, por pensarmos que nos traz segurança, transformamo-nos em seres automáticos e previsíveis; deixamos de pensar na felicidade, trocamo-la pela estabilidade
Cada vida é única no seu potencial e na sua aprendizagem. Felizmente, não existem duas pessoas iguais, por isso também não podem existir percursos idênticos.
Não devemos escolher em função daquilo que alguém nos disse ou quer,
nem podemos optar através daquilo que alguém nos fez.
Os percursos que já explorados só nos levam a sítios conhecidos; devemos (re)avaliar percursos, companhias, caracteristicas e até os nossos valores. Numa tentativa de nos reinventarmos e superarmos.
O percurso do Herói é definitivamente individual, por isso, não devemos deixar que sejam os outros a escrever a nossa história.

1 comentário:

Sérgio Luis disse...

Ás vezes com medo da mudança, estabilizamos, muitas das vezes até por cobardia, porque sabemos á partida que vamos sofrer de algum modo. Mas nem sempre o sofrimento pela mudança se revela ruim, desde que não baixemos os braços e não nos demos por vencidos, quando ainda nem sequer fomos derrotados. Tudo o que não me mata, fortifica-me, porque por cada porta que nos esbarrão no rosto, alguém nos abre cem janelas, a questão mais pertinente torna-se mais evidente nessa altura, será que alguma dessas janelas se transformará na porta de que necessitamos.?