7 de dezembro de 2011

Nostalgia



"O mundo é de quem não sente.
A condição essencial para se ser um
homem prático é a ausência de sensibilidade".


Fernando Pessoa


A nostalgia - por vezes, chega por si mesma. Hoje, contudo, fui eu, que a trouxe até mim, aquando li e reli sentimentos do passado, acontecimentos, lembranças. De tudo e do amor. Da família e da vida em geral. Dos sentidos e da apatia. Dos abraços e das lágrimas de solidão. Das tentativas e dos recomeços. Do brilho e da escuridão. Das promessas e das falsidades. Da alegria e da sensação de perda [...].


E tudo isto, gerou em mim um misto de sensações. Sei que já enfrentei muitas batalhas; muitas guerras.


Já perdi mais do que o meu coração seria capaz de aguentar [mesmo assim mantêm-se firme do lado direito do peito].


Mas numa pequena viagem [mental e emocional] pelo passado [recente], percebo que foi mais aquilo que ganhei, que necessariamente o que perdi - por este caminho.


Perdi um amor. Sim é verdade. A minha alma gémea [que talvez nem o tenha sido]. Mas ganhei uma nova oportunidade de amar [de ser amada], de aprender com os erros que cometi e que deixei [inevitavelmente] que cometessem comigo.


Todos já perdemos um amor. Verdade?


Todos já dissemos que nunca nos voltaríamos a apaixonar ou acreditar na paixão, nos gestos de amor e até na eternidade de um sentimento.Fiquei despedaçada. Mas soube recomeçar.Não porque fosse opção minha, mas porque tinha de ser.

Porque a vida vai muito além daquilo que queremos. Não pára perante as dificuldades e obstáculos que oscilam o nosso mundo. Temos de seguir. Continuar. Amarrar a dor a um passado distante e soprar perante o sol, um pouco de loucura que desfaça a fronteira entre a dor e o futuro.

Ainda está tudo [absolutamente tudo] no coração. E a isso, chamamos recordações.O reflexo daquilo que hoje sou, está lá - nesse passado, que deixou marcas na alma e na pele.Sabe bem, reviver essas recordações {tão boas e outras tão más}.

Hoje, sabe bem, estar a teu lado, simplesmente porque estás a segurar-me na mão.

E admito, há gestos, que só dou valor agora. Que só agradeço, porque um dia, senti falta deles.Há verdades que só brotam, porque um dia soube o que era a mentira. E tantas outras coisas, que só existem, porque, felizmente [no passado] foram ensinadas - da melhor ou da pior forma - mas hoje, fazem parte de mim [mais que isso, hoje fazem-me ser esta Pessoa singular e tão única, como o som das ondas a bater no rochedo da praia].De facto [e não, este blog ainda não escreve de acordo com o novo acordo ortográfico]

os sonhos mudaram em mim?Não. Diria eu. Seguramente que não. Mas deixaram, contudo, de ser a minha prioridade. Gosto das fantasias. Do imaginável.

... apenas para segurar na palma da mão e poder sentir que os tenho em meu poder.

No dia a dia, uso o coração aliado a tudo que aprendi no passado [e aprendo a cada novo dia].Por isso, hoje, não sou melhor que no passado, mas sou mais consciente de tudo aquilo que me rodeia; de tudo aquilo que posso ver, bem como de tudo aquilo que nem posso sentir com os dedos.

Não tenho medo. Porque sei o que virá a cada amanhecer.

São gestos...


De repente deu-me vontade de um abraço, uma vontade de proximidade que desperte amor, emoção, amizade, sei lá...
Um abraço que me faça lembrar o carinho que surge devagarinho da magia da união dos corpos, do calor das mãos a acariciar as costas a dizer: "estou aqui" e do entrançar dos braços seguros e envolventes afirmando:
"estou contigo"...
Um abraço que me faça lembrar a transfusão das forças com a suavidade do momento, que afaste toda e qualquer angústia, que desperte a lágrima da alegria e acalme o coração...
Só sei que agora me deu vontade deste abraço e só pude pensar em ti e na tua sensibilidade para perceber porque preciso de um abraço assim!!

24 de novembro de 2011



"Ser forte,

é Amar nas adversidades da vida.
E não há, amor mais verdadeiro que esse!!"
Barbara Pereira

17 de novembro de 2011



O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.

Friedrich Nietzsche

9 de novembro de 2011

Amar-te

Amar-te,
é buscar dentro de mim o sopro quente dos sonhos,
agarrar a realidade na madrugada fresca.

Amar-te,
é oscilar num mundo insano, sem fronteira entre a lua e sol.
Não importa se tudo é breve, como o vento...
nem importa se for uma gota de orvalho numa folha quente.

Amar-te,
é cair nos teus braços e fechar os olhos sem medo,
é procurar os teus cabelos, para afagar as marcas deixadas na alma e na pele, daquilo que já me fez chorar;

Amar-te,
é querer-te sentado a meu lado, neste lugar, onde mora a fantasia,
é soprar devagarinho para dentro dos corações, uma estrela que brilhe sempre com amor.

Amar-te,
é tão simplesmente entrelaçarmos as mãos.

3 de novembro de 2011

Histórias de vida

O dia a dia,
é uma balança sem qualquer equilíbrio, misturada com vento e poeira..
sem nunca se saber qual é o caminho certo e o momento de ouvir a voz da razão versus coração.
Um desiquilibrio entre os desejos escondidos e os sentidos.
Na rua, um temporal que acende a nostalgia no meu peito... uma brisa que traz o mundo perdido do que ficou.
Estou confusa com este fogo dos gestos loucos que me crescem nas mãos. A cor do meu céu é uma chama que me faz dançar no escuro.
Deixo voar os sonhos, aquando abro um pequena porção da janela da minha alma. Anoitece e escurece, sem nunca deixar que o brilho do amor permaneça sempre que me sinto só.

Não gosto que abalem os meus sentidos.
O que julgo ser.
Os meus sonhos.
Não quero dessas batalhas comungadas com um abrigo em que me quero perder...
Há qualquer coisa que inquieta e rasga o chão da alma. Nem sempre o tempo amadurece qualquer dúvida.
Este é o sabor que resta do nosso calor. Da pele que partilhamos sempre que estamos sozinhos.
Palavras escondidas, que só são arrancadas por pequenos pedaços de cumplicidade.
Talvez só assim seja, até amanhecer...
é tão fácil entregar a alma, a quem nos traga um sopro do deserto; uma gota de orvalho que acalme o que esperamos do amanhã.

Não sei lidar,

lidar com sentimentos indefesos.
Ou então, talvez nem queira saber.
Não me sorrias, porque este lugar, é um pequeno abrigo para onde podes querer fugir. A tarde é fria, e as pessoas gostam de chegar ao calor reconfortante, num olhar que endurece qualquer mágoa que queremos arrancar do peito.

Não posso partir. Nem podes chegar.

8 de setembro de 2011

Plagiar é Crime Ético e Moral

É com muito carinho, que partilho online os meus textos e poemas.
Mas quero expressar o meu desagrado público, relativamente à falta de respeito que alguns leitores estão a ter pela minha individualidade e sentimentos.
Este link, que disponibilizo no final deste texto, indica o blog de alguém, que descaradamente plagia o meu poema, abaixo escrito [que é uma re- publicação, podem encontrar a primeira publicação do mesmo, no dia 14Fevereiro].
Lamento imenso estas atitudes moralmente inadequadas.
Escrever deveria ser um prazer de partilhar, não de COPIAR.
Se esta situação se repetir, este blog será privatizado.
Aqui fica o link, http://historiasdeanjos.blogspot.com/2011/09/faca-comigo.html

7 de setembro de 2011

Intensa paixão


"Os meus dedos escorregam pelo teu corpo e,
sentem a timidez da tua pele.
Abraço o teu olhar com intensidade e,
procuro cada gota de suor que provoco em ti.
Procuro o teu contacto na minha nudez e,
imploro que encontres todos os meus segredos.
Arrancas-me suspiros que disfarço com sorrisos e,
desejos que envolvo em fantasias e,
que vou sussurrando no teu ouvido
bem junto ao pescoço e,
sinto-te,
sinto o teu cheiro que estimula o mais intenso de mim.
Posso sentir-te a respirar aceleradamente.
Apanhei-te nos meus encantos, nos meus enredos e,
algemo-te aos meus sentimentos.
Paixão, hoje és isso para mim.
Paixão desmedida e dia sem fim.
Agarra-me, prende-me a ti,
não te limites ao mesmo de sempre.
Produz em mim um novo olhar, uma nova fantasia.
Sente o meu corpo a ser possuído por uma intensa
onda de prazer... que me faz tremer de paixão.
Não acabes já, não apagues esta chama que nos une.
Inspira-me.
Ama-me!"
Bárbara Pereira


"Não transformes o amor naquilo que te faz falta.
Sente o amor, como tudo o que te completa. "
Barbara Pereira

Um dia escrevo um Livro



Um dia, quando os meus olhos deixarem esgotar as lágrimas de saudade,

escrevo um livro, onde calmamente deposito, tudo aquilo que fui mais intimamente.

Com a clareza de todos os sonhos e as invenções de cada novo dia.

Se soubesse que a existência, seria sempre este labirinto de emoções, teria começado a escrever deste os meus primeiros segundos de vida,

[Para nunca perder nenhum sentimento, nenhum momento, nenhuma palavra de mim];

se a verdade de hoje, estivesse em mim, há uns anos atrás, teria com certeza lutado mais por aquilo que sempre sonhei e defendi com a coragem de sonhadora.


A consciência quando chega,

chega tarde. Depois choramos. Soltamos palavras ao vento. E aguardamos o seu retorno com a esperança perdida.

Agora compreendo quando alguém me dizia, que a vida só nos fascina na idade da inocência.

Os factos - magoam - preocupam - e não nos deixam alcançar o mundo irreal.

Aquele em que todos somos felizes.

Tenho um livro para escrever. Que toca apenas no coração de quem recorda tudo aquilo que já foi, em tão pequeno alcance da memória.

Pequenos momentos, pequenas lascas de madeira cravadas no peito. Ofertas generosas de recordações plausíveis de enormes recomeços.

Pequenos sorrisos e grandes momentos de emoção.


A felicidade é de facto, bastante relativa.

Para mim, a felicidade é apenas a capacidade que temos, de conhecer a vida como Ela realmente é,

e mesmo assim.. ter um sorriso no rosto. Mesmo assim, acreditar que a Sorte existe apenas na ponta dos nossos dedos.


Felicidade é acordar todos os dias, sabendo que é apenas mais um dia, entre tantos outros, de esperança e coragem.


Vou contar o que me iluminou todos estes anos.. onde encontrei forças para nunca ter ido embora.

Fui sempre um barco à deriva.. mas acreditei sempre que o mundo iria cair a meus pés.

Sou mais um Humano que levita na saudade da inocência. Crente na facilidade de cair nas nuvens e aguentar o ritmo dos sonhos.


São apenas as pequenas loucuras que escrevemos no Livro da Vida.


1 de setembro de 2011




Pequenas esperanças

Não sei nada sobre a vida.

Não sei nada sobre os sonhos.

Nem sobre o amor..

nem sobre a fantasia..

nem sei nada sobre mim mesma.

Muito menos sei, acerca dos outros.

De ti. De nós. Do futuro.

Sei apenas, que me sinto interiormente cansada de lutar - com a esperança na mão, em forma de espada. Pontiaguda preparada para nos salvar destas indecisões e caminhos mal preparados.

Os dias são cada vez mais longos e as espereranças menos próximas dos sonhos.

Apenas as pequenas limitações do dia a dia ficam neste quadro

.. seguir sempre a mesma estrada, sem ter interesse no que estará para lá do horizonte.

Porque sei, que a esperança é a tolice da alma. É a consequência de anos e anos de desilusão.

A esperança é o que resta quando tudo o resto sumiu por entre as lágrimas de dor.



Quero partir.. para lugar nenhum. Estar sozinha apenas. Morrer neste mundo demasiado cruel para os meus sentimentos.

E sei, que cada lugar que percorri, foi por momentos meu. Sei que a mágoa que guardei, fez de mim uma pessoa ferida no mais intimo do Ser.

Quando não temos defesas, estamos consequentemente a falhar.


Sinto-me a naufragar no meu proprio tempo. Como se a cada dia, arrancassem de mim, as pequenas esperanças... os pequenos momentos, aos quais tento penetrar.

O tempo parece perdido. E tudo se desfaz com a lágrima que cai.

6 de agosto de 2011

Cansaço

Quando o cansaço se aproxima do meu coração...tento fugir..

para um lugar onde as lágrimas não caem.

Um lugar que impede que esta tristeza se espalhe e cause toda esta dor.

Solto um grito/um pedido de ajuda...aos quatro ventos:preciso de seguir em frente...

sem voltar a magoar-me.

Preciso de embalar cuidadosamente o futuro... com amor.

E tenho-O aqui tão junto a mim.. tão especial. Tão brilhante.


Mas sinto-me cansada... de lutar contra toda esta poesia que corre pelos meus olhos em forma de rio.

No meu corpo fica a saudade do sorriso e da perfeição.

Fica a necessidade dessa força invencível que tive um dia... capaz de tudo; capaz de agarrar com força os sonhos ...contra ventos e tempestades.

Falta-me a coragem e,

a força para vencer este cansaço que me invade sem que eu possa renascer. Cansaço que me apanha completamente desprevenida e me absorve de forma cruel.

Sinto que parte de mim caiu num abismo, e é agora tão impossível de recuperar.

E só quero fechar os olhos e cair. Sem precisar de me voltar a levantar.

Sem precisar de continuar a agarrar-me à pouca esperança que mantenho viva na minha alma.

Acabar com esta guerra em mim,

batalha esta,

que me tortura e impede de realizar o mais perfeito que construi para mim. Para ti. Para nós.

O cansaço é o fracasso dos nossos sonhos.

E sinto a cada dia que fracassei...

14 de julho de 2011

Conversa com a vida

A vida ensina-nos a lidar com as perdas e os ganhos.
Estamos preparados para tudo, mesmo que a nossa cabeça diga que não.
Não há obstáculos insuperáveis. Nem sonhos que não se realizem.
Há guerras que temos de enfrentar. Armas que temos de usar.
Danos que temos de curar.

O amor é um apoio incondicional, quando verdadeiro - quando respeita o nosso sorriso e a nossa essência.
A diferença entre a vida e desistir.. está na consciência de cada batalha!
Na garra com que olhamos para tudo.

Admito ter sido daquelas pessoas que se queixam (diariamente) do rumo da vida.
Vitimização? Talvez.
Mas faz sentido, culparmos a vida pelo nosso insucesso?
É sabido que nos queixamos mais por aquilo que não temos,
do que agradecemos o que temos.
Somos humanos, faz parte da nossa infeliz condição.
Mas, a Vida.. não nos deve nada.
Soltem a voz que há dentro de vós. Agradeçam A vida!

Conheci, por mero acaso, numa tarde destas de sol,
(numa deslocação a um serviço de atendimento público (sim, verdade))
uma pessoa fascinante, que em poucos minutos fez valer o meu dia. Que encantamento, que vida, que sorriso. Que alegria transmissível. Que humor. Que forma tão suave e lúcida de encarar a vida. Nem todos somos capazes.
Assim vale a pena.

Fez-me pensar porque esperamos eternamente pelo momento certo, pela altura ideal.
- "Mais tarde fazemos isso.. agora não porque ..."
Não importa o porquê.. haverá sempre algum. Sempre.
A vida não espera pelo momento ideal, a vida acontece a cada segundo, enquanto estamos emaranhados nos porquês da vida.. emaranhados em problemas e soluções muitas das vezes inexistentes.

Choramos demais, sem antes ter a oportunidade de ver o sol.
Agora, eu sei. A vida acontece a cada gota de orvalho, a cada raio de sol, a cada abraço, cada sorriso.
Enquanto isso.. eu fechava-me em mim, em mil soluções para mil e um problemas. Nunca encontrei o ponto perfeito; o ideal; o momento.
E adivinhem? Esse momento simplesmente existe naquele mesmo instante.
O mesmo instante que perdemos com mil e um absurdos.

A vida não é mágica, é real. E é a essa mesma realidade que temos de nos adaptar, com magia.

9 de julho de 2011

Porque hoje, já não quero estar...

...ao teu lado.
No meu percurso, conheci pessoas que durante um tempo infinito se esqueceram de viver; incapazes de sentir o tempo a esgotar-se.
Pessoas tão incapazes de ver marcas e feridas tão profundas.
Hoje, a minha viagem acabou definitivamente - não deixo qualquer rasto possível de ser seguido.
Deixo apenas o meu lugar vazio.
Não poderás agora - encontrar novamente - a pessoa que fui - para ti.
Não vou ficar - o meu mundo é outro;
e decidi, esgotar o relógio que continha o nosso tempo.
Avancei neste jogo - e ambos perdemos. Mas há tantas viagens novas, tantas vitórias que poderemos erguer daqui para a frente.. podemos viver aventuras guerreiras e ter vidas tão mais cheias.
Eu - estive lá - na eternidade das oportunidades. Incansáveis - que só retrataram a tua permanente desistência.
Terias tido toda a vida, a meu lado. Bastava um toque, uma conquista, o mínimo de ti.
Sentes agora, o que sempre te tentei transmitir? Nenhum sentimento sobrevive à solidão; nenhum sentimento sobrevive para sempre, quando é ferido.
Um coração, pode morrer, enquanto espera.
Quando amanhecer, vais entender, porque quebrei todos estes sonhos de resolução - de entendimento que tardava em chegar.
Somos verdadeiros heróis, por tudo aquilo, que juntos semeamos. Foram oceanos de amor.
Aprendi a ser eu mesma, oposta ao meu sentimento. Lancei ao fundo do oceano, as correntes que me prendiam (literalmente) a um sentimento banhado com pequenas esperanças.
Se um dia, me quiseres encontrar novamente, sabes onde estou - estarei, nos nossos sonhos, que deixamos bem lá atrás - num passado distante.
Mesmo que fuja.. deixo aqui, sempre um pouco da minha luz.
Deixei-me enganar, pela minha própria esperança; por promessas mascaradas com palavras bonitas e aconchegantes, palavras estas, que desfilavam em frente ao meu olhar - fiquei hipnotizada perante os meus próprios sonhos.
Ninguém te conheceu como eu conheci - e, estava preparada para enfrenter o mundo - pela nossa felicidade. Por mim, por ti e por o que nos unia.
Não te esqueci - nem o farei.
Parte de ti (de nós), está escrito no livro da minha vida - com tantas experiências, carinho, sonhos, coragem, perdão, sofrimento, sonhos partilhados, sorrisos, os passeios de mão dada, as noites sem dormir (...)
Agradeço tudo o que vivi a teu lado, tudo o que conquistei nestes anos.
Agradeço os erros, que fizeram de mim, uma mulher mais forte, mais resistente e mais consciente perante os encantamentos da vida.
A teu lado, tive a oportunidade de me conhecer mais e melhor, e inevitavelmente - de crescer como pessoa.
Obrigado.
Nunca sintas isto como uma perda. Nunca o será. É antes de tudo, parte do nosso passado e daquilo que seremos daqui para a frente.
Lutaremos pelos nossos sonhos e objectivos, mais fortes do que nunca.
Não será esquecido o tempo e a vida que partilhamos.

As escolhas na vida não são fáceis - mas todos temos de evoluir e cuidar do nosso coração - e - hoje, eu não quero fazer parte do (nosso) futuro.
De nós, resta apenas as lembranças, emaranhadas na saudade - de tempos em que fomos felizes.
Tem um dia feliz, porque o sorriso muda o mundo.


"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceite, desconfio que há falta de amor."

Vladimir Maiakóvski

8 de julho de 2011

Momentos perdidos

Tive sonhos que não realizei; momentos que perdi - com o coração cheio de lágrimas.
As mãos a tremer e a pedir ajuda. O olhar triste e desiludido.
Continuei a sonhar - acreditei. Quis acreditar. Pedi ao céu que nunca me deixasse desistir. Agarrei-me aos pequenos desejos da alma.
Fiz promessas a mim mesma, como forma de me aguentar sob pressão - sempre com a vontade de agarrar ainda mais, os meus sonhos.
Tantas noites que adormeci a chorar - e perdi, muito daquilo, que nunca deveria ter sido um fracasso. Abri mão de mim, para alcançar sonhos partilhados. Chorei.
Após tudo isto, só me resta fechar os olhos e sentir os sonhos a correr-me nas veias.
Sou uma sonhadora - demais até.
Lembro-me de um passado distante e de uma aldeia - que me viu crescer, entre montanhas e brisas frescas no rosto quente de criança.
A alegria era parte de mim e de tudo o que me rodeava.
Sempre senti demais; sempre pensei além do factual. Sempre me dei sem regras. Quis sempre mais do que aquilo que tinha nas minhas mãos.
Criei um mundo só meu, em que a garra e a coragem, fizessem de mim, uma mulher completa.
Tinha poucos sonhos.. mas aqueles que faziam parte de mim - eram fortes e profundos.
Cresci, sem compreender bem os caminhos que segui; sem uma mão amiga que me ampara-se em qualquer momento..
mas sorri sempre, mesmo nos momentos em que o mundo me fugia da mão.
Esperei, desejei, acreditei...cheia de expectativas e ideias.
Hoje - pouco ou nada mudou. Mantenho o elevado grau de expectativas e exigência perante a vida e os meus objectivos.
Mas perdi força. Coragem. Paixão pela vida. Deixei-me descer ao sacrifico por amor. Desvalorizei o meu estado de espírito.
Hoje sei, que os sonhos são apenas meros espectadores da realidade.
Amanhece a cada dia.. da mesma forma.. com os mesmos tons, os mesmos cheiros, as mesmas imagens.
Mas há aqueles dias - em que ainda reconheço em mim - a força dos sonhos de criança - e a inocência com que acreditava neles.
No entretanto.. no percurso de vida.. tanto se perdeu, tanto se transformou.. tanto se ultrajou. Tanto que se evaporou por entre os dedos. Tanto que deixou de fazer parte de mim.
Nunca esta culpa, foi das pessoas com quem partilhei estes sonhos.
Cada um, tem o seu papel na vida de outrem.
Vivi demasiado em busca de utopias e sonhos perfeitos. Esculpidos em bases falíveis e com montanhas.
Sonhos demasiado inúteis no tempo e na historia de vida de um comum mortal.
Hoje procuro a lucidez dos momentos reais, que completam os meus sonhos mais congruentes e sólidos.
A timidez do meu coração, aproxima-me da criança perfeita que sou. As palavras aproximam-me dos sonhos que ditei ao meu coração.
Tinha tanto para dar..
um tanto,
que se evaporou por desilusões sofridos, por sonhos e amores ultrajados...
Paixões que magoaram o mais especial de mim.
Hoje, sei - e tenho a certeza- que os sonhos, só a nós pertencem!
Devemos conserva-los apenas no nosso ser,
sob pena de sermos considerados egoístas; não importa.
Os momentos e os sonhos, só são partilhados por amor. Amor verdadeiro.

4 de julho de 2011

A palma e a mão

Tudo aconteceu de forma completamente espontânea ,
que se transformou na noite que me fez levitar..
no beijo que me fez brilhar,
no toque que me trouxe à vida...
e no amor,
verdadeiro como aquilo que somos.
Um para o outro. Um do outro. Um rasto marcado pela coragem e confiança.
Porque - o amor.. é simples - és a simplicidade da palma e da mão.

O amor é a consciência do coração - faz sorrir, estremecer, querer..
segura a minha mão contra o teu peito e deixa-me vaguear pelos nossos sonhos..
esquecidos dos tempos em que não éramos um só. Abraço-te, para te transmitir o conforto que sinto com o teu calor. Não quero mais nada - só o teu abraço.
Esse rasto do nada de ontem.. transforma-se num barco que deixou de estar perdido.
Este é o nosso mundo.. Mundo que gira as nossos pés. Que faz mover o coração. Que nos aperta sem apertar.
Agarra a minha alma - os pedaços que juntamos e nos uniu - na verdade e na partilha.
Por amor, faço malabarismos, tal e qual um malabarista.
Pinto o céu - sempre que me apetece - com um sol bem gigante e quente - que aquece a minha alma.
Dou os meus sonhos, para que os completes - que faças de mim, aquilo que sempre quis ser em ti - tatuar no meu Ser, um coração tão puro.

Esta loucura.. a dos apaixonados... torna-me tão sã.
A noite vadia que me queria conceber.. deixou de fazer sentido em mim.
Agora, sou o porto de abrigo que me mostra quem és.

Amo a simplicidade do teu olhar; os gestos que perduram no meu querer.
O teu cheiro que me enlouquece e permanece tão perto do meu desejo.
As palavras que ecoam os batimentos do nosso amor.

Sei agora, com toda a certeza, o que é o amor.
E porque?
Porque.. só agora entendi que não o sei (nem o consigo) descrever. Não surgem palavras suficientes para retratar aquilo que sinto em mim. Não O sei definir. Não sei.
Só o sinto. Só o sei sentir - e embalar com carinho tudo o que me une a ti.

Não sei de que cor Ele é. Nem as horas a que chegou.

Tocou-me, tão forte.. mas tão meigo.
Tocou-me, tal e qual uma brisa transparente - que permanece eternamente no meu sorriso.
Estás aqui - e somos a palma e a mão.

28 de junho de 2011

Mais que um Amor

Tenho o coração tão preenchido, que as palavras, neste momento são básicas.

Apenas agarro os gestos que me causam arrepios.

O sorriso que torna a minha vida na melodia mais perfeita.A luz que brilha nas minhas noites.

O sol que aquece a minha pele.O calor das tuas mãos que me seguram e dão força para este novo caminho.


Amo-te, na eternidade do meu sentimento.


Embalo com carinho este amor.

16 de junho de 2011

Gosto quando estamos juntos, no silêncio.


Abraçados.

Porque nenhuma palavra é capaz de ocupar o espaço entre nós!
... nenhuma palavra preenche a nossa cumplicidade.

... nenhuma palavra descreve a profundidade do nosso sentimento.

14 de junho de 2011

Certo Dia..

Um dia, perguntaram-me, como podia esquecer um amor. Como podia deixar de lutar depois de tantas montanhas e obstáculos percorridos. Depois de tantos pensamentos e actos de perdão.
Depois de tantos momentos a escalar a realidade para chegarmos aos sonhos.
(...)
E eu, nesse mesmo momento,
deixei cair uma lágrima - pesada - mas carregada de sabedoria e,
perguntei a mim mesma: como alguém é capaz de ultrajar o amor?

Desta forma - subtil - consegui responder a essa pessoa.

Sim.. o amor - não merece - dor, lágrimas e imperfeição.
O amor é mestria, poesia e sinceridade. É um mundo redondo que não permite quedas. Sem paredes e barreiras que nos levam a lado nenhum.
O amor é paciência e sapiência. Um ninho onde estaremos sempre a salvo.
O amor não é a felicidade, é apenas o ponto de partida para a apreciarmos.
Amor é solidão e companhia. É ser pequeno quando o coração pede.. e ser grande quando a realidade nos coloca à prova.
(...)

Hoje sei, que um amor nunca se esquece.
O amor é parte de nós - sempre e em qualquer momento - desde que um dia, tenha sido sentido por duas almas.
Mas...toda a poesia envolta nele.. corre agora pelas minhas veias como um rio. Que parou num charco, sem correr em direcção nenhuma. Não pode.

Não vamos falar de erros.. porque a melodia de agora, não me permite enganar mais o coração.
Esta liberdade tem um sabor amargo, mas
..simultâneamente isso agrada-me: precisava de dar sabor à minha vida.

Com o tempo, as palavras serão substituídas por revoltas e lágrimas que não bastarão para entendermos os "porquês"...
Tanto melhor.. porque nos tornamos demasiado complicados.. ao tentar encontrar uma justificação para tudo.
Eis que a vida quebrou este laço.., ou pelo menos, sabe que tem de o fazer...
... e a loucura está no medo que temos de avançar. De aceitar. De corrigir. De voltar a amar. De apagar.
Tememos mais a felicidade,que a monotonia e a aceitação daquilo que sempre tivemos na palma da mão.
Tenho medo - dos meus próprios sonhos.