2 de abril de 2011
Partilha
18 de março de 2011
Enquanto escurece

16 de março de 2011
Defeito ou feitio?
Há várias coisas que não suporto, mas hoje, vou falar apenas de uma,o mau humor.
E sim, para os mais desconfiados, sim, eu tenho mau humor, dia sim, dia não.
Mas mesmo de mau humor consigo ser uma óptima companhia (excepto raras excepções), consigo animar as pessoas que me deram oportunidade da sua companhia e, apesar de chorar por dentro grande parte das vezes, contagio os outros com a minha capacidade de sorrir.
Ora, mas há pessoas por aí que são insuportavelmente mal humoradas.. elas andam por todo o lado.. são pessoas que nos afectam só com a sua forma de estar; que nos desmotivam só com a sua forma de não encarar a vida e, que nos deprimem pela forma triste e monótona que vivem a vida.
Não tenho nada contra estas ditas pessoas, desde que não cruzem o meu caminho.
Confesso, que não é fácil viver uma vida inteira com um sorriso no rosto! Subscrevo que a vida é na maior parte dos dias, difícil.
Mas meus amigos, vamos lá cair na realidade: o mau humor não resolve nada, superem-se; ou pelo menos, afectem menos quem cruza o mesmo trajecto.
Não sou sempre bem disposta (felizmente, porque provavelmente seria exagero), mas estou sempre atenta às necessidades do outro.
Esqueço problemas, obstáculos e arrufos com a vida, para encarar os outros com bom humor e alegria.
E isto não é um mero texto, é mesmo uma chamada de atenção a todas as pessoas que não são capazes de viver o dia a dia, de forma leve e calma. Estamos sempre a combater, somos uns guerreiros - os sobreviventes - e isso faz de nós campeões de uma guerra sem fim.
A importância de um sorriso é indescritível e não cabe nas palavras que possa aqui proferir; as pessoas que vivem afundadas em mau humor não sabem o que perdem, nem quem perdem!
Sejam felizes, não estão a fazer um favor a ninguém.. senão a vós mesmos!
Noite

O meu coração palpitava pela chegada do nosso momento - aquele que temos partilhado todas as noites; que loucura esta deste sentimento que não cabe dentro do peito e saltita por aí.
Mudei a estação do rádio e adaptei o som à música calma que tocava naquele momento.
Abri a janela e inevitavelmente senti a brisa fresca a abraçar-me a alma.
Este aviso era para mim, este aperto que eu chamei saudade, era para ti.
A lua estava distante, mas mesmo assim, conseguia ver as suas formas entrelaçadas nas cores do céu; como queria ter-te aqui.. percorrer as minhas mãos pelo teu corpo, entoando notas perfeitas de amor.
Pegar nos teus sonhos e transforma-los nos meus desejos.
Esta noite falhaste ao nosso momento; estou tão só. Tal como a lua que nunca se cruza com o sol.
Tal como as gotas de orvalho que se emancipam nas folhas verdes das minhas flores preferidas.
Amores perfeitos? Ou sonhos construídos na imensidão da nossa vontade?
Hoje não estiveste aqui, mas estás no pensamento de quem te imagina em mim.
Não me faças perguntas, porque nada que eu te diga vai indicar o caminho certo.
Esta noite, proclamo às estrelas um desejo tão meu: um amor, tal e qual, o teu.
14 de março de 2011
Talvez não haja amanhã
De todas as vezes em que existe, o amor começa da mesma forma.Inicia-se com,
o ar que nos falta no peito, uma brisa quente numa tarde de verão, a entoação perfeita de uma canção, o abraço mais apertado, o desejo e a pressa perante a vida, corpo seco que mata a sede, risos emaranhados com saudade, sonhos elevados ao céu, mãos entrelaçadas e planos especiais...
mas..
chega um dia em que.. a nossa alma proclama em alta voz: talvez não haja amanhã.
É aqui que o encanto se perde - o amor não são só borboletas no estômago e afins, dignos de romances.
Muitas das vezes, a mesma pessoa que um dia conquistou o nosso coração, pode violenta-lo de forma abrupta sem mesmo nos enviar um bilhete a avisar.
Fala-se aqui, de uma violência maioritariamente emocional. Naquele momento sentimo-nos um livro aberto que não quer seguir com a sua história; é melhor não dizer mais nada - não haverá amanhã.
São desfeitos os planos, o desejo dos corpos, as almas abençoadas, os sonhos e tudo em nós se quebra em mil pedaços.
Não é apenas um desgosto de amor, é antes de tudo, um sofrimento atroz e uma traição aos nossos sonhos. A nós mesmos e à vida.
O término de um amor, implicando qualquer tipo de violência, acaba com o pouco que até então havíamos construído, individualmente e a dois.
Quão cruel pode ser uma pessoa que trai sentimentos, confiança e expectativas?
Quão violento pode ser, arrasar os sonhos, os ideais, a auto-estima e a autonomia de outra pessoa?
Não é apenas uma noite mal dormida, nem um arrufo de quem está de mal com a vida..
ficamos parados entre a lembrança do primeiro beijo e o estalo emocional reflectido na última oportunidade.
A distância aqui, é a única salvação lógica, que permite o retorno ao mundo real impregnando em nós as marcas desta violência.
E ficaremos antes de mais, sentados, naquele canto da vida, em que bate um raio de sol e,
dizemos baixinho e com medo,
ao nosso coração:
Não voltarei a amar.
(Participação no tema de mês de Março para o blog http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/ - visitem)
Pedir ao Universo
Diz-se por aí quetudo aquilo que pedimos ao Universo, retorna a nós através da força daquilo que desejamos.
Tantas vezes desisti por falta de força, por falta de coragem e por acreditar que não havia mais nada a receber. Nem mais nada a oferecer.
Só para afastar estas dúvidas, hoje, vou pedir ao Universo, aquilo que me falta.
Redigir uma carta especificamente para Ele.
Tenho a certeza, que a noite ficará acesa até tudo pertencer ao meu peito. Que o vento cairá sobre mim com a ternura da sua brisa.
Que os sonhos vão esvoaçar por cima do meu coração, onde lhes poderei tocar e escolher quais irão ficar.
Nesse momento não vou falar, vou sim, ficar neste meu lugar.. que há muito perdi. Só eu e o Universo.
Confio na força das palavras, na eloquência das frases rasuradas num papel timbrado;
na inocência dos sonhos e na subtileza dos nossos desejos;
acredito na sabedoria da mente e no optimismo com que encaramos a vida.
Passamos grande parte da nossa vida, a desejar o que não temos e a inferiorizar o que faz parte de nós; caímos neste erro, vezes sem conta, repetidamente, ao longo da existência.
Aquilo que fazemos (e tão bem) é lamentar por tudo aquilo que perdemos, sem entender, nem um segundo sequer, que ficaremos bem, independentemente das amarguras da vida.
Anulamos as informações dolorosas.
Recalcamos factos.
Recusamos que as coisas vão e vêm; que nada é estático e intemporal; que nada é eterno - nem mesmo a liberdade de escolher os pedaços do nosso puzzle.
É muito mais forte.. que o nosso desejo.
O segredo é saber atravessar o deserto com um sorriso.
Ficar no lado de cá, a lamentar não resolve rigorosamente nada.
Para se obter sucesso em qualquer área, é preciso concentração e focalização, no que de mais importante queremos, e é essa a arma da nossa mente. E a nossa. E a nossa.
O pensamento gera comportamentos. E vice-versa.
Somos matéria capazes de: Pensar. Reflectir. Raciocinar. Pedir. Desejar. Ser. Interpretar. Melhorar. Recuperar. Amar. Odiar. Perdição. Encontro. Raiva. Sorrisos. E tanto mais..
Como a força do mar.. somos a calma de um rio e uma chama que arde. Passado e presente. Futuro que há-de vir.
Basta a palavra certa que entoe de forma perfeita na voz do nosso silêncio.
Basta querer e aceitar quando não recebemos.
13 de março de 2011
Sorrir - a paz da alma.
3 de março de 2011
Mais que uma ausência
Não queria passar por aqui, mas parte de mim é aquilo que escrevo através dos poros da minha alma,2 de março de 2011
Irrequieta
Em instantes sou uma gota de loucura,
adopto aquele olhar perdido e a armadura
que custa a arrancar.

22 de fevereiro de 2011
Herrar é Umano
Herrar é Umano,e só não erra quem não tem humanidade em si.
Após algum tempo de quase-ilusão, fantasia até,
entendi que muito daquilo que existe na nossa vida, é apenas força do nosso querer, fruto da imensidão da nossa imaginação movida por desejos ocultos.
Quantas vezes nos enganamos relativamente: a pessoas, sentimentos, planos, futuro, presente, passado, vozes, corações, olhares, mundo (...).
Numa primeira fase, julgamos que erramos,
posteriormente entende-se isto: faz parte, desconhecer o caminho, as pessoas e o nosso envolvimento com elas.
Sem assumir que as consequências reflectem a realidade.
As pessoas não são tão grandes quanto as construimos no nosso coração e pensamento; são apenas elas mesmas, que na maioria das vezes se limitam a passar despercebidas.
Palavras que com o tempo somem e, balançam os dias com meras conversas de circunstância. Restam os sentidos que nos obrigam a procurar respostas para as imensas dúvidas que fluem no ar. Enquanto me confundi, também eu, procurei respostas de mão em mão.
20 de fevereiro de 2011
Simplicidade
Defendo a simplicidade - da vida, das coisas, dos acontecimentos, das pessoas, dos sentimentos (e afins).19 de fevereiro de 2011
Voz no silêncio
Se a verdade estivesse no fundo do mar, não me importava de esperar sentada na areia; até ao dia em que os murmúrios da água trariam até mim, a sorte.Novo dia (parte IV)
"Tanto tempo que passei à espera deste sorriso que provocas em mim; esta sensação de bem estar eterno."Joana, volta a perder-se nos seus próprios pensamentos e não esmorece o sorriso que mantêm no seu rosto,
agora um pouco rosado, pelo constrangimento que sente.
- " Hoje o dia está particularmente quente, não concordas? Um bom dia para encontrar alguém especial! Mas.. nem era preciso este sol, pois não?!
Joana, não acredita no que acabou de ouvir. Miguel estaria mesmo a dizer aquilo, ou seria (e como sempre) fruto da imaginação dela?
- "Hum.. acreditas que prefiro a chuva? Julgo que sou uma mulher do frio." Diz Joana; Sorri e prossegue,
-" Mas este sol, bem.. o sol que hoje trouxeste até mim; este, não trocaria por nada!".
"Que vontade louca de percorrer todos os caminhos a teu lado. És doce e, percebi isso através do brilho deste momento.!" Pensa Joana.
Miguel não deixa esconder alguma emoção,
- " Pareço um desesperado. Exactamente a atitude que não iria querer ter perante ti. Desculpa-me. Mas admito que ultimamente me sinto um realizador de curtas metragens.!"
Permanece o silêncio.
Miguel num tom delicado e tímido convida Joana,
-" Queres acompanhar-me num passeio? Pelas ruas da cidade; até não podermos mais? Não precisamos de proferir nenhuma palavra. Não agora. Teremos toda a vida para isso."
- " Este é o melhor plano que poderia ter para o dia de hoje.!"
Lado a lado, e de mão entrelaçada caminham em silêncio, sem se sentir abandonados por um sorriso,
sorriso este, tão óbvio que transparece felicidade.
18 de fevereiro de 2011
Desabafos do Coração
Não quero falar de nada, mas preciso de falar acerca de tudo; quando há qualquer coisa que sufoca, precisamos de libertar o coração para que este, possa procurar ajuda.Há uns anos atrás, pensei ter tudo aquilo que havia para possuir, fruto talvez da imaturidade emocional - o pouco que tinha, satisfazia o meu mundo e completava o meu coração.
Com o tempo, fui percebendo que eram mais as vezes em que chorava, que aquelas em que era realmente feliz.
Era mais aquela sensação do "estou bem". Mas na verdade "bem" não devia ser suficiente para nós; não deveríamos querer mais?
Na vida temos de estar sempre em equilíbrio, certo? Tal e qual uma balança. No mínimo, tantos momentos bons como momentos menos bons.
Mas durante anos, o sabor da minha vida era agri-doce; muitas das vezes, simultâneamente. Sentia-me em completo desequilíbrio emocional.
Não posso omitir que fui feliz em alguns momentos destes que hoje recordo, mas por mais que me queira recompor, lembro-me sempre daquilo que me feriu e de certa forma, moldou a pessoa que sou hoje.
Após vários anos de obstáculos, chegou o dia em que o inevitável aconteceu. Continuei a amar, mas desta vez, sabia que não tinha mais defesas para poder continuar neste vaivém de emoções; de avanços e recuos; de tristeza e de sorrisos; de sim e não; de amo-te, preciso de tempo; de mimos e frieza; de surpresas e apatia; de tudo e nada.
Hoje sei, que a vida não é somente aquilo que fazemos dela; é mais; a vida é tudo.
O conforto que sinto a teu lado, abafa a minha dor - chamo-lhe amor companheiro; há uns tempos não queria mais nada, porque me perdi sem rumo certo e me deixei vencer pelo cansaço.
Amor é isto que tivemos - erros e perdão - esta foi a essência da nossa vida comum.
Agora, entendo a montanha russa em que vivi, e acima de tudo, sou grata pelo teu companheirismo. Mas paixão, aquela paixão que arde intensamente e afasta toda a nossa tristeza... ficou num passado bem distante - antes de tudo nos ferir o peito.
Não tenho fé no amor de amanhã - nem contigo, nem com outra pessoa. Mas sinto-me bem, porque ganhei força para vencer as coisas menos boas, sem ter de fingir que estas não existem.
Que liberdade que sinto em mim, a poesia corre pelas minhas veias como se me tivessem devolvido a alegria.
Amar é difícil; é melodia que nem sempre entoa com perfeição. É a luz que nem todos abraçamos.
Mas a liberdade, aquela que é nossa, por direito, é o maior prazer de todos os tempos.
Uma alma livre é antes de tudo, a prioridade.
Digo-te aqui, baixinho: Obrigado por me proporcionares esta aprendizagem de vida.
Novo dia (parte III)
Segundos após se virar, Joana, só se consegue concentrar naquele sorriso. Meigo e doce, mas forte.As palavras atropelavam-se no pensamento, mas não são reproduzidas pelos lábios.
Murmura para si mesma "Joana, diz alguma coisa! Olha a figura que estás a fazer.. Mas que sorriso apaixonante, que toque tão suave!
Pronto, lá estás tu a sonhar. Cai na realidade e diz alguma coisa coerente e sem pareceres uma maluca desesperada."
Joana sorri, como consequência do seu próprio pensamento e diz de forma calma:
"- Ola, sou a Joana e, estou bem, não te preocupes.
Eu é que peço desculpa pela inversão de trajecto inesperada.
E tu, estás bem?"
"- Ola! Miguel" - diz o desconhecido estendendo a mão.
Joana sorri de forma sincera e profere, estendendo também a mão.
"- Miguel! Prazer. Mas julgo não ser necessária esta apresentação formal.".
Ambos sorriem. E ficam petrificados com os olhares. Ali mesmo. O mundo parou.
17 de fevereiro de 2011
Novo dia (parte II)
Joana, continua o seu caminho, irritada consigo mesma, por se deixar absorver por sonhos que nunca conseguiu realizar, além da própria imaginação.Decide portanto, voltar para casa. Quer descansar no seu porto de abrigo, mas não consegue evitar dizer para si mesma:
" O que queria mesmo, era encher a minha mão com areia da praia e vê-la cair lentamente sobre a água do mar. Tal e qual, cinzas da minha alma.".
Presa neste pensamento, inverte o seu caminho e encosta subtilmente o ombro a alguém que por ali passa, naquele exacto momento.
Diz: - "Desculpe.", ao mesmo tempo que continua caminho com os olhos postos no chão.
Dá dois passos e pára. Fica imóvel por segundos e não reconhece como válida aquela acção que o seu corpo tomou.
" Lindo, agora paras aqui no meio da rua, a fazer de mim uma idiota. Só a mim!Vamos para casa".
O corpo não obedece ao seu pensamento e, o coração acompanha-o, quando começa a acelerar estranhamente.
Joana sente então uma mão sobre o seu ombro, e alguém bem perto do seu pescoço:
"- Estás bem? Desculpa se te magoei.".
Decidida a pôr fim aquela situação, Joana roda o seu corpo no sentido do relógio e fica frente a frente com o desconhecido...
16 de fevereiro de 2011
Novo dia (parte I)
Ouvem-se risos intensos do lado de fora, que interrompem o descanso de Joana naquela manhã.Esta, não perde tempo, levanta-se e corre para a janela, nunca perde a novidade das coisas, abre as cortinas vermelhas e deixa entrar a brisa do sol, quente como só ela. Repara então que no jardim em frente, um grupo de crianças electrizadas já aproveita o calor do dia.
Joana sorri e pensa que não tem muito mais que fazer em casa. A vida espera-a do outro lado das paredes.
Cuida das suas rotinas quotidianas, e sai.
Passa pelo jardim e sorri para as crianças, como agradecimento deste acordar diferente; estas, respondem-lhe com um aceno de mão, como convite para se juntar a elas; Joana agradece com um beijinho que deixa esvoaçar pelo vento, mas explica que hoje não.
Percorre por minutos as ruas da cidade; como ela adora aquela cidade. Sabe-lhe a liberdade, a paixão e a conquista.
Esta cidade sempre esteve a seu lado, de noite ou de dia, na tristeza e na alegria, na guerra e na paz. Tal como um casamento perfeito.
Joana ama aquela cidade, de coração; cidade que a acolheu e, sente que é ali que encontrará o seu caminho.
Passear pela cidade fazia dela a princesa do seu próprio reino, de corpo e de mente, adorava cair a seus pés.
O sol ajudou o seu estado de espírito e, Joana, decidida a esquecer a dor ardente da alma, pega nas armas, tal como uma guerreira e deseja profundamente, que aquele dia seja o novo dia.
Todas as pessoas passam, com indiferença e, Joana não se assume uma perdedora, sabe que um dia, alguém iluminará o seu dia.
Tudo corria normalmente nessa manhã, até ao momento em que Joana sente um aperto no coração , que exige que ela encoste o seu corpo naquele banco de jardim, mesmo ali ao lado. Permanece quieta por uns minutos.
Fecha os olhos e, esconde a dor que está a sentir. Como sempre, e sonhadora como é, deixa-se invadir pelos desejos que têm para si.
Abre os olhos sobressaltada e, castiga-se mentalmente por ser sempre a mesma idiota. Que vive no mundo da fantasia.
- "Um dia vou fechar esta porta! Dos sonhos, que me iludem os passos! Só para ver se me desfaço ao sabor da solidão!".
Após esta frase que soletra, sem se aperceber, em voz alta, continua o seu caminho.
Explorar o mundo
Não sei se o luar me fará procurar por ti, mas não vou esperar, vou arriscar.
Partir, enquanto dormes e voltar enquanto não raiar o dia.
Não vou demorar.
Vou somente explorar o mundo, o meu mundo. Despertar para a vida.
Posso usar atalhos, mas voltarei sempre atrás, para percorrer (todo) o caminho completo.
Sem receio de encontrar palavras fracas e sem verdade. Obstáculos, incertezas ou desmaios.
Há sempre no escuro, um brilho.
Tenho até a salutar ideia que foi assim que me cruzei contigo - ao acaso.
Transformei isto num filme e numa história.
Realizável ou não.
Um dia saberei. Vou descortinar tudo em pedaços que posso guardar.
E vou.. vou até conseguir descobrir quem sou, contigo.
Estou cansada. Mas há sempre um sorriso que nos salva daquilo que a vida nos fez. Abrigo que não deixa morrer quem nós somos e o que temos para dar...por isso que sigo o teu brilho.. e exploro tudo que poderei ser. Um dia. Contigo ou sozinha.
Vamos explorar - lado a lado.
15 de fevereiro de 2011
Citação
Aventura-te
Corre, deixa-te levar pelos desejos,
Devias mergulhar mais vezes neste sopro de magia.
convite a que venhas comigo.
Entrega tudo em ti, mas devagarinho,
Não tenhas medo de naufragar.
há tanta gente perdida que só balança e,
Guardo-te nos gestos mais loucos
Aventura-te.
como o sol que me corre no olhar.
Deixa-te levar
Tens esse dom tão especial, que faz sorrir uma vida inanimada. Ao teu lado, fico bem.Que dom tão natural que atravessa o deserto da minha alma. Que sorriso especial.
Assim, eu fico bem. Tens o segredo de alquimia.
Todas as pessoas possuem o seu Dom, mesmo que muitas das vezes esteja encoberto pela mágoa envolta em defesas existenciais.
Vamos fazer um filme? Temos o cenário perfeito e alguém já fez a nossa canção. Afinal não é nada impossível fazer um filme com final feliz.
É tarde, e a cidade parece já ter adormecido, mas eu quero ficar acordada até o cansaço cair sobre mim,
imagino o teu abraço apertado, mas não te sinto aqui. Estou presa entre quatro paredes.
Quero o teu beijo que mata a sede e ganha à força do mar; Quero o presente e futuro que há-de vir. Quero a palavra certa no rascunho perfeito.
Dom, és o dom que quero conquistar. Mais do que o sol quente que me alegra em dias frios.
Lá fora, a calma do rio corre nas veias do meu corpo, falta-me o ar e sinto um aperto no peito. Preciso da brisa que vêm, como aquelas das tardes de Verão.
És aquele dom,
o dom que imaginei. És aquela canção, a que chegou após tanto tempo para me impressionar.
Só porque sim, sem muitos porquês. Sabes que para variar, para ser diferente, não vamos fazer perguntar nem interpretar.
Sai do teu resguardo, vem daí conhecer a cidade iluminada pela lua, a meu lado, mesmo que em silêncio. Percorremos as ruas com uma música a embalar os nossos passos. Podemos até nem perceber nada daquilo que dizemos, mas talvez seja melhor assim - deixa-te levar.
Segura a minha mão e caminha pela vida; a noite cheira a inocência e o teu corpo a rebeldia.
Sinto-me viva, sinto-me livre.
E agora, não quero continuar a falar. É melhor não dizer nada. Deixa-te levar.
Palavras sentidas
Hoje o mundo está despido pelo vento e tudo o que resta permanece no meu olhar.Escuto todo este silêncio com calma e, procuro os pontos comuns entre duas pessoas que procuram um lugar perdido (o mesmo lugar quem sabe).
Não vamos permitir o silêncio que engloba as nossas palavras, vamos sim, dar-lhes mais sentido. Mais propensão. Mais vivências.
És igual a mim, fazes pinturas de guerra e protegeste do sol e da lua, com medo das tormentas que se podem registar.
Em cada grito da alma, és igual a mim, tudo te alucina e prende. Esqueces a mistura fantástica que o sol e a fantasia podem romper em nós.
Ficas no teu canto, recatado, e invisível. Não tens coragem de afastar todo esse peso que te esmaga o coração.
Não continues a perguntar quem és... sente, antes, aquilo que poderás ser.
Quando libertares as amarras com que prendes os teus sentimentos e as palavras que usufruem do poder de amar.
Procuro aí dentro, onde te escondes. Quero salvar-te. Não há outra forma de ficarmos perto.
Só pode voar quem arrisca cair; só demonstra palavras sentidas quem as permitir.
14 de fevereiro de 2011
Intensa paixão
"Mas.."
O "mas" de hoje é aquele que retrata neste momento no meu rosto os traços da tristeza e incerteza...
Agora, o mundo já não me deixa parar. Decisão que é tomada deve ser cumprida. Ao fundo, ouço o mar que silenciosamente me mostra o sabor da maresia e do ar quente da noite.
Fingimos não entender nada da vida, não perceber como os "mas" surgem no nosso caminho (...), mas sabemos que tudo depende de nós.
Não há "mas" que resista aos sonhos!



