
nada mais do que uma idealista, ou até uma lunática que levantou o seu próprio universo de fantasias, ficção e sonhos!

O mesmo quadro bloqueia os meus lugares. Lugares possivelmente novos e como uma brisa de ar fresco, como quem quer entender o amor.
Quero impunidade que me permita continuar presa a estes desejos de indecisão que me podem afastar de ti.
Permanece lá fora a madrugada, mas algo me inquieta e impede o meu adormecer.


Somos nós que geramos e criamos os nossos sonhos.
Não queria que estas minhas lágrimas continuassem a fazer lembrar o teu sorriso. Mas, que insensatez esta,que ainda te sente do outro lado de mim, aquele que permanece na tola esperança. Que cintila de paz e recordações que me fazem sentir só.
Ainda balança em mim a ternura do teu abraço, o toque das tuas mãos nas noites mal dormidas. Os espaços que partilhamos enquanto escurecia e o brilho do mundo a entrar em nós.
Balança a minha vida sem ti. Não sei ser sem a parte de ti que me completou na luz de voar. Agarras a minha mão e prendes-me, mas sabes que não me estás a salvar... rasgaste tudo o que sentimos com o vento ardente a soprar o coração. Fui descobrindo devagar e aprendendo a procurar por entre os sonhos que permanecem no ínfimo que não entendo.
Mas tantas tantas vezes (como esta) o vento não me sabe a liberdade. Fujo ao vazio, enquanto brindo à vida,
mas sabes? Trago-te comigo e sinto a tua fala, o teu olhar, o teu corpo imperfeito na minha recordação.
Assusta-me descobrir este final e voltar a aceita-lo todo o resto dos meus dias. Ainda és um mundo dentro das minhas mãos fechadas... Falha-me tudo o resto, nada se volta a colar.
Será perigoso dizer que ainda sei de cor cada pedaço teu e, que estás atado a mim, a cada lugar meu. Lugar que agora deveria ser: apenas meu.
Não pensas em mim,
eu penso em ti e protego aquilo que te dou. Não tenho defesas que me ajudem a não falhar... ainda tenho medo de naufragar em falsos alentos e paixão. Tudo o que já foi e até o que eu sonhei... não sei apenas guardar. Quero viver sem recordar... Dar ao tempo um espaço perdido, e que nada se desfaça num gesto maligno ancorado a cada gesto teu.
O mundo não muda os meus sentidos, mas tudo me parece perdido em castelos de fantasia que guardei para proteger o que fui a teu lado. Hoje é apenas isto, que me faz acreditar... que não tenho onde chegar. Porque tenho medo,
medo de naufragar nas ondas ilusórias da paixão. Não a tua, porque essa já evaporou do meu ser. Mas aquela, ou a outra... ou nenhuma. Apenas medo. Sem saber nadar por entre estes medo.
Coração acelera (tens de acelerar a cura em ti).
Eu fingo ter paciência.
Mas o mundo não pára.
Nesta madrugada, que se fantasia de raios quentes como fortes laços serenos de frio, tive um sonho,





des.
