16 de abril de 2010

Ah ah ah :)


Aprender que..

Nova História. Fim de um livro.

















Faz parte ser e estar um pouco perdida...

Faz parte começar outra vez. Sentir o mundo na ponta dos pés, ir atrás dos sentidos...

No meu quarto há uma janela para o mundo, levanto asas ou fico perdida em pedaços no chão da minha alma.

Estou a guardar, sim a tentar guardar os pedaços do mundo que quebrou dentro de mim.

Desde que a vida nos agarre sabemos que o importante é Sentir.Somos imortais se amamos e se o caminho for cheio de luz nos lugares ausentes.

Talvez a vida nos dê algo em troca, por aquilo que nos roubou. Talvez.

Se a minha vida não é, por onde vais... fica apenas o meu querer transformado numa lágrima fria.

Apenas uma. Nenhuma mais. Porque apenas mereces aquela que caiu sem que eu pudesse evitar. Agora estou no "controlo". E vejo, sinto e percebo a inutilidade de todo este sofrimento.


Era uma vez um pensamento meu! Um tempo de inventar, em que caí do meu sonho (como se fosse uma queda do cavalo encantado). Sem saber porquê, fui atrás. Era talvez um tempo, já passou. No teu olhar fica sempre um pouco do que sou.Fica para sempre o tempo de te amar.

Hoje sei, o que eras para mim; Mas não preciso de ti, agora que já não estás aqui.

Já chorei, mas não te perdoei e não te levo no meu coração. És a alma perdida no caminho daquilo que me fizeste ser. Agora eu sei, este livro teve um fim; foi apenas o capitulo que necessitava de terminar (mais um); mais, que isso! Vou começar uma nova História.

As promessas sem fim e os sentimentos que disseste ter, cairam no vazio. Depois de tudo, abro uma excepção por ti... já tinha tão pouco para dar e, levaste o pouco que restou de mim!

Não serás mais que um reflexo no espelho, que nunca vi. Espelho que hoje parto. E penso: agora sim!


Quando for tarde demais, abraçado a mim vais querer procurar o porto seguro e, descobrirás por ti mesmo, a verdade mais dura: foste tu quem decidiu pelos dois.

O tempo na minha viagem ainda não terminou. Tudo em mim, mal começou.

Porque eu já não vou estar quando acordares do teu mundo! Porque.. eu não vou ficar, nem que seja por um segundo, para teres aquilo que eu nunca fui capaz de te dizer.

A vida ainda não me deixou.

Ainda conheço a dor que ficou pela tua indiferença ( e quiça falta de sinceridade), mas já não quero estar aqui, quando quiseres voltar a ver e sentir tudo em mim.

Guarda para ti as lembranças; eu guardarei as marcas que deixaste em mim. Sorri pelo pouco que aconteceu. A vida é mesmo assim.

Começamos a escrever o nosso livro, capitulo (este) inadequado e agora inacabado. Não vale a pena desperdiçar o futuro... a reviver o que já é passado!


Há uma cor cinzenta que cobre o céu e na minha vida também. Saio à rua e nada mudou, está tudo no lugar comum. No meio da multidão há uma voz a gritar - a minha solidão - que me toca a mão.

Todos passam por ela, sem a ouvir. É tão fácil de ignorar.

Recordo-te, com o sorriso que me cativou. E é assim que te quero guardar em mim.
Se não fosse pela força que o teu sorriso desencadeou em mim, hoje, continuaria a ser uma alma perdida e ferida em ilusões e (des) amor.
Cresci.
Obrigado Mítico e Lendário sorriso teu.
Estava doente de amor e sei, foste um (re) nascer.
Efémero, é certo. Mas curei o mal em mim.
(Terá sido, este, um sentimento jamais correspondido?)
*** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** ***


Uma vez ausente, escrevi:


Em 14 Abril,


"Faz o que achares correcto, independentemente do que os outros possam pensar!"

Sempre achei que desta vez estava a fazer o correcto. Mas importa continuar a pensar nos erros? Se ao menos pudesse fazer algo novo que te trouxesse de volta.

Mas desta vez devo dizer: "Desisti!"? Não. Não sou capaz. Porque no preciso momento em que o disser, haverá alguém que perante a mesma situação, dirá: "Boa, que grande oportunidade!".

Mas esta oportunidade seria minha não? Ou devo simplesmente desistir? Que Dilema.

Não nos devemos esquecer dos três RRR:

Respeito por nós mesmos;

Respeito pelos outros e,

Responsabilidade por todos os nossos actos.


Até onde sou capaz de perceber, falhei no 2º R.

Respeito por ti. Pelo teu espaço. Pelas tuas tempestades. Mas, não vou falhar nos outros RR.

Até porque, já assumi a responsabilidade pelas minhas acções.

Não devemos permitir que um pequeno desentendimento fira uma amizade, pois não?

"A vida dar-te-á de vez em quando momentos mágicos. Saboreia-os!"

Agradeço os poucos que tive oportunidade de viver a teu lado.

Tenho saudades do teu sorriso, do teu abraço e do bem-estar que me transmites.

Não podemos descansar na busca da felicidade, porque só a obtemos agindo.

O facto de, quando tivermos de subir a uma montanha, ficarmos à espera, não a irá tornar mais pequena. Eu subo logo as minhas montanhas. Eu não sei esperar.

As grandes paixões e os grandes feitos envolvem grandes riscos, sabias?

Sabes o que me diz o meu coração? Vou partilhar.

"Conquista-o. Irá fazer-te feliz"


Devemos seguir o coração?

13 de abril de 2010


Uns dias..
Sem mim..
Em mim
Para mim.
Mas,
Voltarei.

O que fica por dizer..


Gostava de voltar atrás.. algum tempo.. não muito. Há coisas que não faria diferente...
não, não faria! Não são raras as vezes que queremos que o tempo volte
atrás para mudarmos comportamentos e acontecimentos.

Eu, queria voltar atrás, para viver novamente tudo aquilo que senti.

Sei, melhor do que queria, que o tempo não volta atrás. Nem para remediar, nem para reviver.

Mas sei ainda que, senti a ternura do teu abraço, o calor das tuas mãos e o prazer do teu beijo. Agora sei que foi "ilusão"; mas enquanto não me apercebi disso, foram os melhores momentos que poderia ter vivido.

Gostava de estar com um sorriso. Não estou.

Gostava de dizer: não vou chorar por ter perdido. Mas não posso.

Sinceramente, reflicto.. pondero.. e digo: temos de sofrer em cada etapa da nossa vida; e esta é apenas mais uma etapa.

É cedo para saber o que me trouxe tudo isto..

Neste momento apenas sei, que (apesar de efémero), trouxeste até mim uma calma e serenidade impensável À minha dor.

O teu sorriso, era suficiente para combater a minha mágoa. E como foi bom ter-te na minha vida, dessa forma.

Não espero que leias esta carta, até porque,

é uma carta fantasma, que ninguém irá compreender. Apenas eu.

Não vou dizer que te perdi, mas digo, que perdi parte de mim e o meu Porto de Abrigo.

Porto de Abrigo esse, que se deixou levar pela tempestade da vida e dos antigos amores.

Também tu és um marinheiro perdido em alto mar. E dois marinheiros em alto mar, jamais se podem ajudar, não concordas? Mais difícil fica, quando as tempestades não dão tréguas.

Coloquei-te num lugar especial do meu coração quando o meu olhar, compreendeu os segredos que a tua alma esconde.

Esse sorriso que embala qualquer nota musical, é na verdade um sorriso de ocasião. Porque o teu sorriso, esse, só se revela na tua solidão. E para ti mesmo. Quando tudo pára e te sentes apenas em ti, sabes que não precisas de o usar. Que ali, estás apenas tu e a tua sinceridade reflectida no sorriso triste. O real. Aquele que abala o teu coração.

E pode alguém que surge de repente na nossa vida, mudar esse sorriso? Talvez.

Aliás, eu acredito que sim, Mas não eu, pois não?


Eu, também tenho o meu sorriso oculto, a minha máscara, como, já referi.

Se meu coração tivesse vontade própria, estaria com certeza, agora a teu lado. A tentar convencer-te da forma mais idiota possível, que podíamos ser felizes juntos, só tínhamos de tentar.

Felizmente, o meu coração manda pouco (cada vez menos). magoa-me, faz-me chorar. Mas cada vez mais, o conservo dentro do peito.


Fechado para reparação. É isto que diz na entrada do meu coração.

Caso o queiras visitar, fá-lo agora. Não prometo que o encontres nas melhores condições, porque está seriamente a precisar de arranjo.

Mas, o pouco que restou, irá com certeza, receber-te com ternura.


Sabes..

Não escrevo para ti, escrevo por ti, mas para mim. Tentativa de curar o que resta em mim.

Ver-te abala a minha alma. Como mexes comigo.

Trocaria dias da minha vida, por umas horas a teu lado. E não digo isto por paixão, por necessidade ou impulso. É um coração desmoronado que o faz, mas.. fá-lo com amor.

Há várias formas de amor, sabias?

E eu sei que te amei no cantinho da ternura e do sonho.

Sabes aqueles sonhos que projectamos para nós e mais alguém?

Pois Inconsequente pensamento o meu, projectou-me contigo num futuro próximo.

Sabes...

o pior da nossa vida, não é não sermos capazes de nos dar a quem surge, mas sim, a dificuldade em retirar de quem parte! E sei o que digo, pois tal como sabes, já vivi essa incapacidade. Mas hoje, sei que sou livre. Livre de culpa, de manipulações, de sentimentos tão duvidosos como a pessoa que nos "tem nas mãos".

O teu coração é como uma caixinha. E neste momento ainda não te pertence. Enquanto não te libertares, não terás acesso a ti mesmo, não serás dono dos teus sentimentos e decisões.

Passei uma noite sem dormir, a teu lado. Melhor, deitada no teu peito. Provavelmente sabia que aquela seria a ultima noite. E foi.

Mas, sei que te senti, tanto quanto pude. E essa foi a 1ª noite que não dormi, por ti.

Houve outra, em que me senti incapaz de fechar os olhos.. e acreditar que tinhas partido.

Duas noites entre si tão idênticas, mas com propósitos tão diferentes.

As palavras não são suficientes para exprimir o misto de sentimentos em mim.

Neste momento (em que escrevi esta carta em papel), estou a cometer um erro. Mas queres saber? Os erros existem para que os possamos cometer. Que desinteressantes seriamos sem que cometessemos erros.

E,

é neste momento, em que te olho,

que as lágrimas caem. Tudo passou. Mais que passar... deixou de existir em ti.

Quero apenas fechar-me em mim, e por uns longos dias não estarei para nada nem ninguém.

Quando voltar,

apenas peço, que o "tijolo" tenha o seu devido efeito. E tu sabes ao que me refiro.

Ainda acredito que tu regresses ao teu passado. Porque ainda é lá, que residem/permanecem os teus sonhos.


Por vezes, faltam-me as palavras. E é nessas alturas que me perco em pensamentos. Magoa-me. São sempre pensamentos que me exploram, até cair uma lágrima.. e outra.. e outra. Nunca é apenas uma.

Podemos perder várias pessoas que gostamos, ao longo da vida. E podemos perder num curto espaço de tempo, pessoas que fizeram parte de uma vida e pessoas que se poderiam tornar a nossa vida.

De certa forma, é ingrato. Muito.


Perguntas-te-me várias vezes: "o que estas a sentir agora?"

Se, fosse hoje responderia:" sinto-me grata por estares aqui. E deixa-me aproveitar. Sei que tudo isto se extinguirá".


És especial. E sempre serás. Porque aquilo que o meu coração a ti atribuiu, jamais será retirado.


Mas, diz-me, não te sentes perdido?


Posso observar-te. Apenas hoje, Amanhã não estarei mais aqui. Mas fiquei sem palavras. Sei que não terei oportunidade de te falar brevemente. Isso aperta-me o coração.


Aqui, entre nós, gosto de ler o que escreves. Sentir as tuas palavras e através de cada uma tentar entender-te. Não é fácil, sabias?És complexo.. melhor: transmites-te de forma bastante elaborada e complexa.


Digo-te isto,


ao tentar ter-te, tornei-me numa pessoa que não sou ( possessiva e que te pressionou). E isso é tão errado... posso vê-lo agora. Como o sinto, agora.


No teu lugar e com os momentos que tens vivido, também não gostaria de alguém "como eu" na minha vida.


Não posso dar nenhum passo atrás. A palavra proferida jamais poderá ser retirada não é? Quero sim, dar passos em frente.


Chama-me sonhadora (ou estúpida, sim estúpida - o que melhor se aplicar ao desfecho desta história), mas algo me faz acreditar que ainda há espaço para mim no teu coração e na tua vida. Não hoje, nem amanhã... provavelmente, nem no próximo mês. Mas, um dia.


Quero-o. Eu sei que quero.


Haverá força maior que o querer que vem da alma?


Neste momento, és um anjo caído, com as asas desaparecidas, não é? Mas assim, que as recuperares (as asas brancas) e te sentires capaz de voar, vais voltar e convidar-me para te acompanhar.


Porque quando estás no chão, és um anjo solitário, não és?


Diz-me, porque vives tão perdido no teu labirinto que és como um náufrago ( e não um marinheiro) que prefere recusar todas as bóias que lhe são lançadas?


Ou.. talvez julgues que, se te agarrares a uma delas, irás mais depressa ao fundo.



Eu, nunca tive medo da luz, nem tão pouco me assustei com a sombra que a minha escuridão reflecte. Mas aprendi a ver nas trevas dos outros a grandeza da minha própria escuridão. E demorei a entender que , há coisas que nunca se agarram e o amor é uma delas.


Vamos sempre a tempo desde que saibamos aceitar e aprender. I


Isto sou eu, no que tenho de pior: teimosa e obtusa para admitir os factos mais evidentes, sempre que tal não sirva o meu plano previamente traçado. Mas desta vez, não havia plano. O que aconteceu para ser assim? Terá sido assim tão intenso o medo de te perder...


As palavras constituem uma arma quase perfeita para arrumar os sentimentos, sobretudo aqueles que sabemos não conseguir esquecer.


Não somos perfeitos nunca. Apenas conseguimos por instantes tocar a perfeição.


Mais, dá muito mais trabalho lutar por uma felicidade possível do que escolher os caminhos da resignação. Vivi demasiado tempo a sonhar com o impossível e, pior que isso, teimando que as minhas quimeras se poderiam tornar realidade. Essa insatisfação impotente tornou-me ansiosa, irritável, possessiva. Por isso, como uma vez me disseste de forma subtil, mas marcada " estou entre a espada e a parede". Agora compreendo. Eu sei que é tarde.


Mas, a humildade serve também para reconhecer que, por vezes, perdemos o que mais valorizamos.


Pois, ironia esta.. que nos diz, que uma das grandes lições ao longo da existência é estarmos condenados a aprender coisas que já sabemos, à partida. E eu sabia que não queria fazer desta forma. Mas isso não me impediu de agir errado, pois não?


Caí.


Mas vou recuperar. E voltarei, por ti e para ti.


Anjo caído. Iremos voar novamente. Eu sinto.

11 de abril de 2010

Solidão? Afasta-te...


“Que minha solidão me sirva de companhia,

que eu tenha a coragem de me enfrentar,

que eu saiba ficar com o nada e,

mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo”

Ponte ..


Esta imagem é simplesmente o retrato da minha vida, neste momento (e não só).
Contrui uma ponte, mas que sofre diariamente tempestades.
Mantem-se firme.
Ate quando, não sei.

10 de abril de 2010

Mais do mesmo... mas com Humor :)











Para aumentar a imagem, basta clicar em cima delas :)






























E esta Hem?




"Das grandes traições iniciam-se as grandes renovações."



"A traição nunca triunfa. Qual o motivo? / Porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição."
J. Harington




Ser ou não Ser. Eis a questão!



Impulsiva

Cautelosa

Desconfiada

Egoista

Emotiva

Sentimental

Orgulhosa

Inteligente

Teimosa

Dependente

Apaixonada

Romantica

Meiga

Sonhadora

Altruista

Divertida

Simpatica

Disponivel

Sarcástica

Irónica

Amiga

Sincera

Optimista

Amante da liberdade

Pragmática

Aventureira

Impaciente

Sensivel

Talentosa

Resiliente

Corajosa

Lutadora

Preguiçosa

Reservada

Preocupada

Rebelde

9 de abril de 2010

Porque Gosto...
















Sorte,




.... é,
quando a PREPARAÇÃO encontra a OPORTUNIDADE.




*Desejem-me sorte para esta possivel oportunidade*

É sensato, com certeza!


"Não há tristeza que dure para sempre, nem felicidade que nunca se acabe"


Não sei quem disse...

Mas tem o seu grau de sensatez.
(Gosto da imagem)



Não tenho ambições nem desejos.

ser poeta não é uma ambição minha.

É a minha maneira de estar sózinho.


...Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz

E corre um silêncio pela erva fora....

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

... A mim ensinou-me tudo.Ensinou-me a olhar para as coisas.

Aponta-me todas as coisas que há nas flores.


Mostra-me como as pedras são engraçadas

Quando a gente as tem na mão


E olha devagar para elas.

8 de abril de 2010

"Mascara minha, há alguem mais feliz do que eu?"

Uso-a e abuso!



Não devia pois não?

Quando a deixar cair.. ninguem me reconhecerá.

E mais não digo.



6 de abril de 2010

"Dizer que... já não magoa!"



Está a ser incrivalmente (estupidamente) dificil ultrapassar tudo isto.

Passei a noite passada a limpar as lagrimas que invadiam o meu coração e molhavam o meu Ser.

Há momentos em que me sinto tão confiante,

não obstante, há outros em que me sinto sem qualquer força ou razão de Ser. Finita força esta que me reforça.


Não me dói a tua ausência. Não. Não dói.

O que me tortura a alma e o íntimo de mim, é a solidão com quem tenho de enfrentar esta dor incansávelmente absurda.


Poderia optar pelo caminho mais leviano, como aliás, tu fizeste, e muito bem (mas algo em mim me impede de tal delirio mecânico e inafundado).


Gosto de partilhar as alegrias com as pessoas que estimo, mas seria de esperar que agradecesse quando estas, me estendessem o braço quando estou na "queda"... (se estendessem).


Inconsciente Mundo que nos foi emprestado por uns anos (90, talvez, ou menos, muito menos). Sempre tão disponivel para receber e tão pouco prestável para oferecer.


Eu gosto de pensar (alivia-me a alma), que faço ambas as coisas na proporção "correcta". Mas, fere-me descobrir que darei sempre mais, do que aquilo que alguma vez irei receber.


Sei que te afastas-te de mim porque é o melhor. Pela primeira vez, te vi a tomar uma atitude consciente e correcta e menos egoista.


Mas porque demoraste tanto tempo a perceber que era isto que eu precisava.. Porque não te afastas-te enquanto o meu coração tinha condições para sobreviver?



Não são raras as vezes que sinto o Mundo a fugir-me. E custa. Porque sei também que são raras as vezes que o quero recuperar.
Só queria um abraço que me amparasse nesta dor.
Não teu. Nem teu... nem teu... nenhum daqueles que tive alguma vez hipótese de experimentar...!
Este abraço que peço, é à vida. Para que não seja vencida pelo cansaço que me entorpece os sonhos e me faz cair na minha cama, como se o Mundo lá fora não fosse para mim.
Sinto-me à parte, olho o Mundo e a Vida, como se já não fizesse parte deles.
Haverá maior vazio que este? O de não pertencer a lugar nenhum?

"Viagem pelas letras"



Gosto de ler, faz-me viajar! Faz-me aprender.
Faz com que consiga encontrar o melhor de mim.
Não sao raras as vezes, que sinto as palavras dos outros como minhas.
Talvez este seja o segredo da minha profissão.

As palavras são de facto a minha "arma". E quando as perder, sei que parte de mim terá evaporado por entre os dedos dos meus sonhos e ideais.
Julguei-te o meu sonho.
Mas confesso, que o único sonho em mim, é este de Ser melhor do que aquilo que sou.
Irei viver mais amores imperfeitos, outros até casuais..
alguns de uma noite só,
outros apenas através de um olhar ou um gesto...
e cada um, irá contribuir para me superar como a Mulher apaixonada que sou.

Intercalo a minha vida com a escrita e a leitura. As palavras fazem-me ser aquilo que transpareço e até aquilo que evito mostrar. Por vezes páro o relógio do tempo e da vida e entrego-me às palavras... que é o único momento que me completa.

Estive tão perto de desisitir de tudo (e não são raras as vezes que continuo nessa linha ténue da desistência eterna).

Que loucura, perder-se a lucidez, por encontrarmos montanhas no nosso caminho.

És livre (sim, tu), estás livre... segue sem mim. Eu ficarei bem.

5 de abril de 2010

"Cinema"



Desta vez fui sozinha,
mas gostei!
E, até digo , deveria existir uma Alice "dentro de mim" que vencesse o mal e alcança-se o País das Maravilhas :)

"Regresso ao TEU colo"


Sinto saudades, tantas saudades do meu sorriso de criança.
Da simplicidade com que via as coisas e, das histórias fantásticas que construía em redor de tudo o que me cativava.
Sonhava ser escritora de histórias para crianças (curioso, até porque eu ainda era uma criança e precisava que alguém me contasse essas histórias).

Os raios de sol e aquele perfume a natureza, ou a terra molhada da chuva... aquela sensação de Vida, que só conhecemos verdadeiramente quando somos crianças.
Como me sossegava segurar na tua mão forte e fingir que jamais me abandonarias.

Nunca fui uma criança de muitos afectos, mas Os que vivia eram repletos de intensidade, entrega e sinceridade.
Ainda hoje sou assim!

Não há nada mais verdadeiro que o amor e a verdade no olhar e no sorriso de uma criança.
Sinto isso, cada vez que reflicto a minha vida no olhar de uma criança que cruze o meu caminho...
... quando me sorriem, sinto-me Eu novamente! E sou até capaz de esquecer as amarguras que me avassalam em outros momentos.

Quando a criança era eu,
posso afirmar que amei. Porque não sabia que se poderiam esconder factos tão crueis e escuros e mesmo assim, sorrir-se.

Só sabia que era feliz em cada momento, em cada gesto e em cada palavra.
Devia sim ter aproveitado mais o Teu colo enquanto o sentia Meu!
Hoje é tarde, aquela criança cresceu...
Já não sou capaz de ver um sorriso sem maldade.. ou um olhar, sem que este tenha algo a esconder-me!

Já não sou capaz de sentir a inocência dos sentimentos nem das coisas, nem de me dar com a mesma intensidade que um dia me caracterizou.

Um dia, quando também eu tiver a minha criança, farei de tudo para que ela viva intensamente o amor que tenho para ela!



Porque mesmo que mais tarde as tempestades assolem o Porto seguro, este foi o Unico Porto de abrigo que um dia tivemos de forma incondicional.

Fui uma criança feliz.
Muitas crianças pelo nosso mundo não podem sequer orgulhar-se do mesmo.

Não importa que me tenham deixado partir, o que realmente importa, é que um dia fiz parte de um amor assim. O único incondicional e que não nos substitui por outro/a pessoa.



Recordo com saudade (sempre que o meu coração me permite abrir esta parte fechada em mim), a minha infância na aldeia... antes de passar a ser a menina "crescida" da cidade.
E nessas alturas regresso sempre ao Teu Colo,
que sei que jamais voltarei a ter.







"Poderei eu dizer que.."



Arriscaria dizer, que há vários homens dentro de ti: há aquele que sonha em abraçar o mundo sem medir consequências; e há aquele que quer um lar e precisa de colo.


Conheci estes dois homens em ti.
Infortúnio para mim, não saberes qual deles queres ser.
Mas,
Não,
de facto também não é a mim que cabe decidir.

O Homem, e o mesmo Homem apaixonado não são a mesma pessoa.

"Muda"




"Um homem pode mudar o seu passado"
Digo eu.

Poderá com certeza retirar dele aquilo que o faz Ser hoje, mas não pode viver preso a um momento que já não existe.

Toca-me!

Já não sinto nada!
Apenas ficou aquele vazio daquilo que já foste para mim e em mim.
Quero acreditar que todos estes dias (meses ou terão sido anos?!) não tenham sido em vão.
Pondero,
Que tudo isso, me ajudará a ser mais feliz. Um dia, em que o verdadeiro sentimento, encontre a porta do meu Ser e, traga a chave da minha Vida.


Tu e EU, fomos o rascunho, daquilo que eu um dia Serei na plena harmonia e perfeição

"Verdade, nada mais que a verdade!"


A verdade nunca é exacta, porque a mascaramos com o nosso desejo.
E a verdade em que eu quis acreditar todos estes anos,não era a que já não me amavas, mas a que me dizia que não sabias o que fazer com o nosso amor.
Acreditei nestes ultimos anos, naquela verdade que eu construi, acerca de nós.
Miguel de Unamuno, escreveu, que o amor é sobretudo hábito.
E hoje sinto-te assim.
Sinto que tudo aquilo que construí se baseou na habituação que tinhamos um ao outro.
Não havia lugar, para o querer que vem da alma, para o amor, para o desejo carnal de dois corpos, para a saudade e para tantos outros sentimentos...
Eu é que não percebi tantos sinais que constantemente me tentavam alertar, e rodeavam a cada minuto.
Sempre gostei de ser independente. Eu mesma, em mim e para mim.
Tomar sozinha as minhas decisões e ter autonomia suficiente para o fazer.
Mas,
contra todos os meus desejos, deixei-me emaranhar por uma relação abstracta e irreal.
Agora,
vejo-me perante esta verdade que exalta qualquer condição que eu tenha para a suportar.
Não,
Esta verdade não é nova... Porque não é!
É apenas nova em mim, só agora realmente me habita. (E como dói viver as verdades da nossa vida, quando tentamos conviver com elas de forma adormecida até não sobrar mais nada).


Cada um de nós carrega a sua chave de vida.



E a tua ainda está perdida algures na tua indecisão e imaturidade.


Li algures (e me perdoe quem escreveu, por não me recordar do nome), que os homens não conhecem o amor antes dos 30 anos.

Sorri!
Porque senti naquilo algo real, no sentido lato do termo.
Às vezes sinto-me como uma mulher de 30; Sei bem que perdi os melhores anos da minha vida, com ilusões e com este crescer demasiado abrupto.



Sei que acompanhas-te parte deste meu ser em crescimento antagónico; e sei que foi dificil para ti e para a tua singularidade infantil e de menino reservado.
Levei-te a conhecer horizontes demasiado longínquos para a tua capacidade de aprender.
Devia ter-te embalado como o bébé que és. Devia ter-te contado histórias de encantar!
Porque não percebi eu, que não estavas preparado para o mundo adulto?
Porque te trouxe eu para esta realidade que jamais irias compreender e acompanhar?
Mas,
fico feliz que tenhas voltado à tua verdadeira essência.
Que hoje,
te sintas novamente, o menino que eras antes de eu tentar trazer-te para mim.

3 de abril de 2010

Um até amanha (espero)



"Dormir é um modo interino de morrer." (Machado de Assis)

"Quem dorme sozinho tem o coração vazio." (Thepmoli)

2 de abril de 2010

Sem palavras




Hoje apenas deixo uma imagem, porque as palavras já não existem em mim*